Reforço na Lei Antidrogas de Curitiba está apto ao plenário

por Marcio Silva | Revisão: Gabriel Kummer* — publicado 19/03/2026 15h40, última modificação 19/03/2026 16h14
Comissão de Saúde aprovou projeto de Renan Ceschin que prevê alertas sobre os riscos das drogas em materiais escolares.
Reforço na Lei Antidrogas de Curitiba está apto ao plenário

Ao todo, a Comissão de Saúde deliberou sobre seis projetos que constavam na pauta. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

A Comissão de Saúde e Bem-Estar Social da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) liberou para análise final do plenário o projeto de lei que atualiza a lei municipal 15.287/2018, a Lei Antidrogas de Curitiba, para autorizar a divulgação de mensagens educativas sobre prevenção às drogas em materiais a serem distribuídos na rede municipal de ensino (005.00526.2025, com substitutivo geral 031.00316.2025). A ideia do projeto é sensibilizar os estudantes, desde as séries iniciais, sobre os riscos associados ao uso de tabaco, bebidas alcoólicas, narguilé e outras drogas, explica o autor da iniciativa, vereador Renan Ceschin (Pode).

A matéria foi relatada favoravelmente por Sidnei Toaldo (PRD). Em seu parecer, ele destaca que a medida busca fortalecer ações de conscientização desde a infância até a adolescência, promovendo a educação preventiva e contribuindo para a formação de hábitos saudáveis, “por meio de conteúdos adequados à faixa etária e alinhados às diretrizes pedagógicas e de saúde pública”. Não há uma data para a votação definitiva do projeto. A inclusão na Ordem do Dia depende do presidente da Casa, vereador Tico Kuzma (PSD).

O colegiado de Saúde também concluiu o trâmite nas comissões de duas proposições de Tiago Zeglin (MDB), que concedem declarações de Utilidade Pública. Uma delas para o Grêmio Esportivo Juventude no Futebol em Cristo (014.00035.2025). Conforme o relatório anexo à proposta, a entidade utiliza o futebol para auxiliar crianças e adolescentes em sua formação cidadã. O trabalho promove a inclusão de jovens, geralmente de baixa renda, e incentiva a frequência escolar. O parecer positivo foi de Carlise Kwiatkowski (PL).

A outra Utilidade Pública é destinada à Fundação Lumen (014.00065.2025). Trata-se de entidade, sem fins lucrativos, fundada em 1º de outubro de 1976, com a concessão de radiodifusão para operar a TV Evangelizar. “Desde sua origem, atua como promotora da integração social, humana, moral, ética, cultural e religiosa na sociedade, por meio de uma comunicação educativa e transformadora”, informa a proposição. A avaliação favorável também foi de Kwiatkowski.

Avança a proibição de tabacarias perto de escolas

Segue para análise da Comissão de Urbanismo, Obras Públicas e TI proposta de lei de Tico Kuzma (PSD) para vedar a instalação de tabacarias e estabelecimentos congêneres a menos de 500 (quinhentos) metros de instituições de ensino, sejam públicas ou privadas (005.00732.2025). O objetivo da proibição, argumenta o autor, é proteger crianças e adolescentes do vício do tabagismo, ao evitar o acesso precoce e a normalização do consumo do tabaco.

“Ao reduzir fatores de risco no entorno escolar, a norma contribui para a eficiência do sistema de saúde local, prevenindo doenças crônicas que impactam o erário municipal a longo prazo”, endossou o relator Lórens Nogueira (PP) em seu parecer.

Prioridade para pessoas com endometriose na rede de saúde

A proposta que tem por objetivo priorizar o agendamento e o atendimento de pacientes com diagnóstico de endometriose na rede pública municipal de saúde prossegue agora para a Comissão de Direitos Humanos, Defesa da Cidadania, Segurança Pública e Minorias. A iniciativa (005.00704.2025), de autoria de Meri Martins (Republicanos), pretende organizar fluxos internos e melhorar o cuidado especializado, tanto em consultas ginecológicas quanto em exames específicos e nos demais procedimentos necessários ao acompanhamento clínico da doença.

Em seu parecer positivo, Lórens Nogueira conclui que a endometriose demanda uma resposta rápida do sistema de saúde para preservar a qualidade de vida e a saúde reprodutiva das mulheres curitibanas. “Garantir que pacientes com laudo confirmado tenham prioridade em exames ginecológicos é uma forma de aplicar o princípio da equidade, tratando de forma diferenciada aquelas com patologia crônica severa, assegurando o acesso igualitário à saúde. O projeto cumpre o objetivo de promover o bem-estar social e a assistência sanitária adequada”, resume.

Doença infeciosa, escarlatina pode ter programa de prevenção

Mais um projeto de Renan Ceschin, atualmente encaminhado a outra comissão, institui o Programa Municipal de Prevenção e Controle de Escarlatina em Curitiba. A ideia do parlamentar, que afirma perceber o “aumento no número de surtos da doença”, é que sejam realizadas ações educativas e de monitoramento epidemiológico para reforçar o enfrentamento da moléstia (005.00731.2025). A escarlatina é uma doença infecciosa, causada por bactérias, e representa um risco para crianças e adolescentes. Apesar de, em muitos casos, ser uma doença tratável, ela pode causar complicações, como infecções mais graves, se não for diagnosticada e tratada de forma precoce e adequada.

Na opinião de Sidnei Toaldo (PRD), relator da matéria, ao prever ações educativas e integração com a rede de ensino, a proposta reforça a importância de estratégias intersetoriais para a prevenção de doenças, contribuindo para a melhoria das condições sanitárias e da qualidade de vida da população. Com esse parecer favorável ao trâmite, o texto agora passará pelo crivo da Comissão de Serviço Público.

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