Saúde pública lidera debates na Tribuna Livre da Câmara de Curitiba

por Fernanda Foggiato | Revisão: Ricardo Marques — publicado 13/01/2026 09h11, última modificação 13/01/2026 09h11
Realizada nas sessões plenárias de quarta-feira por iniciativa de vereadores, Tribuna Livre é o espaço democrático de debates da CMC.
Saúde pública lidera debates na Tribuna Livre da Câmara de Curitiba

Tribuna Livre abre microfone da Câmara a convidados. Na imagem, padre Renaldo Lopes, diretor do Pequeno Cotolengo. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

A saúde pública foi tema de 25%, ou seja, de 7 das 28 Tribunas Livres realizadas pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC) em 2025. Ao longo do ano, vereadores trouxeram especialistas em Plenário para conscientizar sobre as seguintes temáticas: dengue, diabetes, aumento dos casos de miopia entre crianças, saúde mental (dentro da campanha Setembro Amarelo), doação de órgãos (Setembro Verde), câncer e doação de sangue.

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No ano anterior, a saúde pública também havia pautado a maior parte das discussões. De 2024 para 2025, houve um aumento de 16,6% no número de Tribunas Livres. Realizadas por proposição dos vereadores nas sessões das quartas-feiras, após o espaço do pequeno expediente, elas são um espaço democrático de debates assegurado pelo Regimento Interno. Os convidados expõem temas diversos e, na sequência, respondem a questionamentos em Plenário.

Os direitos humanos foram a segunda área que mais concentrou Tribunas Livres em 2025. Foram cinco as ocorrências, isto é, 17,8% do total, com destaque às discussões sobre os direitos e as políticas públicas voltadas às crianças e aos adolescentes. Uma das atividades, com a vice-presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Marina de Pol Poniwas, motivou manifestação em Plenário, no começo de abril, e inspirou novos debates.

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As Tribunas Livres também abordaram outras questões. A revisão do Plano Diretor de Curitiba, por exemplo, foi abordada em duas ocasiões. Em maio, pesquisadores do Núcleo Curitiba do Observatório das Metrópoles (NC-OM) defenderam que a nova legislação faça frente a desigualdades urbanas históricas. Em agosto, foi a vez de técnicos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) atualizarem os vereadores sobre o andamento da revisão.