Dia da Gratidão agradece vidas salvas em Curitiba pelos profissionais da Saúde

por José Lázaro Jr. | Revisão: Gabriel Kummer* — publicado 12/03/2026 12h10, última modificação 12/03/2026 13h56
Sessão Solene no Palácio Rio Branco relembrou o combate à covid-19 e homenageou quem atuou na defesa da vida em Curitiba.
Dia da Gratidão agradece vidas salvas em Curitiba pelos profissionais da Saúde

Profissionais da Saúde foram homenageados, no Dia da Gratidão, pelo combate à pandemia. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

No Dia da Gratidão, celebrado em 11 de março, a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) reuniu, no Palácio Rio Branco, profissionais da saúde e gestores públicos que atuaram no enfrentamento à pandemia da covid-19. Criada pela lei municipal 15.955/2022, de iniciativa de Tico Kuzma (PSD), a data homenageia quem esteve na linha de frente da crise sanitária e reafirma o compromisso da cidade com a memória desse período. Durante a Sessão Solene, vereadores, autoridades da saúde e homenageados recordaram a mobilização da rede pública e hospitalar para proteger a população e salvar vidas.

Ao abrir a cerimônia, o presidente da CMC, Tico Kuzma, destacou que o 11 de março marca o início de um período que Curitiba decidiu não deixar “solto no tempo”. “Nós não esquecemos de quem esteve na linha de frente no momento mais difícil da nossa geração”, afirmou o presidente da CMC. Ao lembrar a ampliação de leitos, a reorganização dos serviços e o teleatendimento implantado durante a pandemia, ele resumiu o sentido da homenagem em uma frase. “Mais do que equipamentos, mais do que estruturas, o que salvou vidas foi o trabalho humano”, disse.

A sessão solene foi coordenada pelo presidente da Comissão de Saúde da CMC, Sidnei Toaldo (PRD), e contou com a presença de Lórens Nogueira (PP). A cobertura fotográfica pode ser conferida no Flickr da Câmara de Curitiba.

Gestores da saúde lembram rede mobilizada para salvar vidas

A secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, fez um dos pronunciamentos centrais da noite, ao enfatizar que a pandemia deixou marcas permanentes, mas também evidenciou a capacidade de resposta da rede curitibana. “Nós nunca esqueceremos [o trauma da covid-19], nós sempre teremos a marca da pandemia que nós vivemos, mas também podemos dizer que superamos”, declarou. Em sua fala, ela relembrou os momentos mais críticos da emergência sanitária, quando a equipe precisou lidar “com a morte muito de perto” e trabalhar sem protocolos consolidados contra uma doença ainda desconhecida.

Tatiane Filipak também defendeu a integração entre gestão, política pública e trabalho técnico, ao agradecer o apoio institucional recebido pela área da saúde. “A saúde precisa de bons técnicos e bons políticos”, disse. Segundo ela, a rede municipal, a Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS) e os hospitais credenciados responderam conjuntamente ao desafio imposto pela pandemia. “Não importa a categoria, importa o que nós escolhemos fazer, que é salvar vidas”, afirmou a secretária.

Diretor-geral da FEAS, Sezifredo Paz ressaltou o esforço coletivo para ampliar a capacidade de atendimento em tempo recorde, lembrando que a pandemia exigiu respostas contínuas, sem manual prévio. Ele citou a liderança técnica exercida por Tatiane Filipak, então na FEAS, durante aquele período e recordou a estrutura mobilizada pela fundação. “Nós tivemos durante a pandemia 525 leitos gerenciados pela fundação sob a direção da doutora Tatiane”, disse. Para ele, a principal lição da solenidade é não permitir que a experiência da covid-19 seja esquecida. “Lembrar e principalmente agradecer a todos que atuaram na covid-19 é uma grande coisa”, resumiu.

Ex-secretária municipal da Saúde e hoje deputada estadual, Márcia Huçulak (PSD) também destacou a necessidade de proteger os trabalhadores que estavam na ponta do sistema. Em sua fala, ela relatou as pressões sofridas durante a pandemia e a decisão de priorizar a preservação da vida.Quando você tiver dúvida, vá pela vida, Márcia, não pense, vá pela vida”, relembrou, ao contar a diretriz que adotou para conduzir as decisões daquele período. Depois, prestou tributo direto aos profissionais da saúde: “Vocês foram anjos sem asas velando por aqueles que precisavam”.

Homenagem coletiva aos profissionais da linha de frente

Em nome dos homenageados, a médica Marina Abreu de Oliveira Marcondes, diretora de Atenção à Saúde da FEAS, afirmou que a homenagem transcende nomes individuais e representa um esforço coletivo. “Essa homenagem pertence a todos aqueles que, com coragem, dedicação e humanidade, estiveram presentes quando a sociedade mais precisou”, declarou. Ela também ressaltou que a experiência da pandemia deve seguir inspirando a valorização da ciência, do cuidado e do compromisso com a vida.

Além dos pronunciamentos, a sessão contou com exibição de vídeos com relatos de pacientes e familiares, seguida da entrega de diplomas de gratidão e reconhecimento a profissionais de diferentes áreas. A lista de agraciados reuniu médicas, médicos, enfermeiras, fisioterapeutas, técnicas de enfermagem, gestoras, agentes de saúde, profissionais de apoio, representantes hospitalares e trabalhadores de serviços essenciais, refletindo o esforço conjunto mobilizado por Curitiba no combate à covid-19.

A lista contemplou Ana Cristina Rosa, Ana Helena Bessa Gonçalves Vieira, Ana Maria Brito de Paula, Angelita Isabel da Silva, Annemarie Katte Garcia Camargo, Bruna Luiza Dranka Bueno Mendes, Carla Fernanda Pertuzatti Picheth, Carolina Piasecki, Caroline Elen Fonseca, Chaimaa Ghanem, Claudia Pacheco de Melo, Clovis Cechinel, Cristiane de Freitas Miranda, Danieli Diovana Dadan, Devanir Sousa, Eduardo Lous, Eduardo Luiz Scotti, Cristina Lourenço, Francielle Cristine Dechatnek Narloch, Francielle Zucolotto, Francisco Ishihara, Gabriela Osorio Flores, Gisele Jarek Tulio, Guilherme de Mello, Helen Isabel Galeto Kavetski, Igor Kazuo Onaka, Isabel de Lima Zanata Alpendre, Jacqueline Alves Ferreira dos Santos, Jennifer Veiga Vilela, Jorge Luciano Cardoso, Juliane Canova da Silva Neves de Souza, Keity Daniela Oliveira Arias, Kelly Honda, Laisla Fernandes de Nogueira Rosa, Leisa Marostica, Leticia Brandalise, Letícia Cristine da Silva, Lilian Rejane da Silva, Lorena Bessani, Luana Francielle Antônio da Silva, Marcelo Kuchla, Marcia Inês Marmilicz Kucarz, Márcio Nogarolli, Marcos Henrique Scheibe, Marcos Vinícius Nasser Holzmann, Maria de Lourdes da Silva, Mariana de Souza Topanotti, Mariane Lous, Marina Abreu de Oliveira Marcondes, Marlise Maria Pasqualini, Méri Barth, Michele Mamprim Grippa, Milton José Andrade, Murilo da Silva Padilha, Nádia Settembre Montenegro, Natália de Britto Pavowsk, Olaia Maria do Carmo Marocchio, Paulo Coltro, Queila Simone de Paula Leite, Rafael Weissheimer, Ricardo Kaufmann, Roberta Kikuthi de Simone, Roberto Dallagranna, Roger Durex, Rosane Kraus, Roseli Silvestre Machado, Rosélia Gonçalves, Rubeana Cesar Oliveira, Simone do Rocio Jendick, Solange de Fátima Vendramin, Soraya Lúcia Neres Pacheco, Stella Neumann Juscelino Ferreira, Sulamita de Paula Santos, Terezinha do Rocio Barros, Victor Echeverria Pires de Souza, Vinicius de Mello Candido, Zeni de Fátima Saito, Fabiane Martins, Danielle Karine Cavalheiro Mendes, Tatiana Stengler dos Santos, Juliana Czarnobay e Rodrigo Bonfim.

Ao final da solenidade, também foi registrado o repúdio à violência contra profissionais da saúde, tema lembrado por Márcia Huçulak e pelos participantes da sessão.

*Notícia revisada pelo estudante de Letras Gabriel Kummer
Supervisão do estágio: Ricardo Marques