Curitiba celebrará Dia Municipal dos Contadores de Histórias
Professora Angela defendeu que a lei reconhece a importância social, cultural e pedagógica da arte da contação de histórias. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
Para Professora Angela, a criação da data comemorativa reconhece e valoriza a importância social, cultural e pedagógica da arte da contação de histórias. “Valorizar a oralidade é valorizar os conhecimentos que não estão apenas nos livros, mas também a memória do povo”, acrescentou. A parlamentar ainda defendeu o ganho simbólico e cultural da data, sem novos gastos aos cofres públicos do Município (005.00553.2025).
A data escolhida para o dia municipal remete ao Dia Mundial dos Contadores de Histórias. Além de reconhecer a importância social, cultural e pedagógica da arte de contar histórias, são outros objetivos da iniciativa: promover a profissão do contador de histórias como agentes fundamentais na difusão da cultura, do conhecimento e do estímulo à leitura; incentivar a realização de atividades culturais e educativas em espaços públicos; fomentar a preservação e a difusão da tradição oral e das narrativas populares, em especial das vozes historicamente marginalizadas; e estimular a formação de novos públicos para a arte da narrativa oral e fortalecer os coletivos e artistas que já atuam na cidade.
O texto-base do projeto de lei foi acatado com 24 votos favoráveis. Além disso, pelo mesmo placar, o plenário aprovou duas emendas, propostas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), para efetuar ajustes técnicos à redação do projeto de lei. Uma das proposições suprimiu artigo que dizia que o poder público poderia realizar eventos alusivos à data (033.00050.2025). Na outra, o objetivo foi alterar o nome da data proposta, que originalmente instituía o Dia Municipal do Contador e da Contadora de Histórias (034.00092.2025).
Contação de histórias é destacada pela promoção da cultura
Lembrando ser historiadora e professora licenciada, Professora Angela reafirmou o “profundo compromisso com a cultura, a educação e a cultura da nossa cidade” e a importância do trabalho do contador de histórias para despertar o senso crítico das crianças. “Cada história contada”, avaliou a autora da iniciativa em pauta, "é uma forma de resistir contra o esquecimento”. “E é por isso que o ato de contar história é, e sempre foi, um ato político."
A matéria recebeu manifestações de apoio de oito vereadores. Líder da Oposição, Vanda de Assis (PT) destacou o respeito aos saberes ancestrais e à bagagem da população idosa. “Eu acredito que o Município vem consolidando a política pública educacional e que dar visibilidade a este dia é muito importante”, avaliou o líder do Governo, Serginho do Posto (PSD). Relatora da proposta na Comissão de Educação, Meri Martins (Republicanos) reafirmou a importância dos contadores de histórias, em especial o papel dos voluntários que levam histórias a crianças hospitalizadas.
Carlise Kwiatkowski (PL) relembrou da história da fundadora da Biblioteca Amigos da Caximba, Edilaine de Lima, “resgatando cultura, resgatando essas crianças das ruas”. Contar histórias, para Laís Leão (PDT), é abrir espaço para o sonhar. Camilla Gonda (PSB) se somou à discussão, valorizando a importância de se preservar a história da cidade de Curitiba e da cultura local. “Os contadores de histórias fazem a ponte entre o passado e o presente”, citou Marcos Vieira (PDT).
Representante da Câmara de Curitiba no Conselho Municipal de Cultura, Rafaela Lupion (PSD) mencionou a oferta de atividades gratuitas e abertas à população na Casa da Bruxa, localizada no Bosque do Alemão, e em outros espaços públicos da cidade. Concluindo o debate, o presidente Tico Kuzma (PSD) lembrou que o Dia Nacional do Livro é comemorado nesta quarta, dia 28 de outubro.
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