Chicarelli quer uso de sacolas padronizadas no comércio

por Assessoria Comunicação publicado 04/12/2014 13h25, última modificação 28/09/2021 08h53

Começou a tramitar na Câmara Municipal o projeto de lei 005.00269.2014, que estabelece a padronização das sacolas plásticas utilizadas no comércio de Curitiba, com o objetivo de reduzir o uso desse material e aumentar o percentual de lixo reciclado.  A ideia, proposta pelo vereador Chicarelli (PSDC), é que as sacolas tenham cor única, com dimensões, espessura e resistência padronizadas, e que sejam utilizadas no descarte do lixo reciclável, de modo a facilitar a coleta desses materiais.

Na opinião de Chicarelli, a lei traria redução no número de sacolas plásticas utilizadas. “Utilizando uma sacola mais resistente e não as extremamente frágeis que são utilizadas atualmente, vamos economizar entre 2 e 3 sacolas que são sobrepostas para garantir a segurança no transporte do que foi adquirido”, explicou.

A proposta determina aos supermercados, hipermercados, atacadistas e demais estabelecimentos varejistas – que possuam três ou mais caixas registradoras – a obrigação de distribuir “sacolas recicláveis padronizadas para o acondicionamento dos produtos comercializados”. Além disso, os recipientes deveriam conter a expressão “Reutilize esta sacola para o descarte do lixo reciclável”. A preferência seria para a cor azul, também sendo possível o uso das cores vermelho, verde e amarelo, conforme a resolução 275/2001, do Conama.

Caso o texto seja aprovado, e se transforme em lei, haverá prazo de dois anos para que a “sacola padrão” seja criada pelos estabelecimentos comerciais, em parceria com o poder público. As empresas também seriam responsáveis por fazer ações educativas para conscientizar o consumidor sobre a separação correta do lixo, de forma a estimular a reciclagem. A fiscalização da norma seria feita por órgão designado pelo Poder Executivo. Em caso de descumprimento, está prevista notificação ao infrator, com prazo para regularização. Já na reincidência, o estabelecimento pode ter seu alvará de  funcionamento suspenso.

Chicarelli acredita que a medida pode contribuir para a qualidade ambiental e fomentar os instrumentos previstos na legislação sobre resíduos. “É um sentido de educação ambiental, que busca chamar a atenção quanto ao uso desnecessário, ou até errado das sacolas”, concluiu.