Associação Cristã Esperança terá Utilidade Pública de Curitiba
Autor do projeto, Fernando Klinger frisou atividades do ACE. “Quem tem fome, não tem partido", afirmou. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
Projeto de lei para reconhecer a Associação Cristã Esperança (ACE) com a Declaração de Utilidade Pública da capital avançou na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), na sessão desta terça-feira (10). Proposto pelo vereador Fernando Klinger (PL), o título foi aprovado em Plenário em primeiro turno unânime, com 25 votos favoráveis, e passa por nova deliberação na manhã desta quarta (11).
As atividades da ACE incluem o acolhimento a diversas comunidades, como ações voltadas à promoção da saúde mental para diferentes faixas etárias, o atendimento a imigrantes, à população em situação de rua e à pessoa com deficiência, além da manutenção de um bazar gratuito para famílias em situação de vulnerabilidade e campanhas filantrópicas (014.00007.2026). O Projeto Gabareno e a Casa do Filho Pródigo, por exemplo, são voltados às pessoas em situação de rua e envolvem diferentes etapas (veja o relatório de completo).
“É uma associação que já trabalha há muitos anos, que já tem essa pauta há muitos anos”, disse o autor da proposição. Mencionando “histórias que marcam a vida da gente”, como o casal de idosos em situação de rua devido ao abandono da família, Klinger defendeu “todo o cuidado com o ser humano”. “Quem tem fome, não tem partido. É a barriga que faz barulho”, completou.
“Eu sou testemunha viva de como funciona a ACE”, disse a vereadora Sargento Tânia Guerreiro (Pode). Zezinho Sabará (PSD) defendeu a importância do voluntariado e do papel da Igreja. “Todos sabem que eu sou um grande crítico da distribuição irresponsável de marmitas no Centro”, ponderou Eder Borges (PL). No entanto, ele disse ter sido convencido por Fernando Klinger que a distribuição de alimentos é feita pela ACE de forma “responsável”, com o objetivo de “recuperar essas pessoas”.
A vereadora Delegada Tathiana Guzella (União) parabenizou a associação pelo trabalho e a importância da compaixão. Gestora da ACE, a assistente social Maria Mar Silva acompanhou a votação.
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