Vereadores confirmam incentivo ao cooperativismo em Curitiba

por Marcio Silva | Revisão: Ricardo Marques — publicado 23/04/2026 08h24, última modificação 23/04/2026 08h24
Projeto de lei de Rafaela Lupion segue para sanção do Poder Executivo. Outras três propostas foram aprovadas em definitivo.
Vereadores confirmam incentivo ao cooperativismo em Curitiba

Plenário acatou os quatro projetos que estavam na pauta para segunda votação. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

O plenário da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou, em votação definitiva e por unanimidade, nesta quarta-feira (22), o projeto de lei que institui a Política de Apoio ao Cooperativismo. De iniciativa da vereadora Rafaela Lupion (PSD), o texto cria a base jurídica para que o Município desenvolva ações de fomento e planejamento voltadas ao setor em áreas como crédito, saúde, educação, transporte e produção.

A proposta reconhece o interesse público do cooperativismo e abre caminho para fortalecer o setor na capital. Também prevê incentivos como a discussão do tema nas escolas, a participação de cooperativas em licitações, além da possibilidade de programas de capitalização e linhas de financiamento, a critério do Executivo (005.00430.2025, com o substitutivo geral 031.00152.2025).

Ao lembrar que o projeto foi amplamente discutido na semana passada, Lupion reforçou a importância da medida, “para que possamos avançar, ampliar e fortalecer o cooperativismo em nossa capital, em suas mais diversas áreas de atuação, considerando todo o bem que ele traz para a sociedade”. Indiara Barbosa (Novo) manifestou seu apoio e encaminhou que o bloco parlamentar Novo/PL também votasse favoravelmente.

A parlamentar reiterou seu apoio à pauta do cooperativismo, por tratar-se de “um setor importante e que gera muitos empregos, principalmente aqui no Paraná, em especial nas cooperativas agrícolas”. Barbosa recordou que seu mandato, junto ao vereador Fernando Klinger (PL), tem trabalhado, em parceria com o Sistema Ocepar e a Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional de Curitiba, para viabilizar a criação de cooperativas junto aos projetos de hortas urbanas da capital.

Líder do bloco PT-PSB-PSOL, a vereadora Vanda de Assis (PT) também declarou apoio à iniciativa, associando o fortalecimento do setor à economia popular solidária e à agricultura familiar. Ela citou avanços recentes na Casa, como a criação do Fundo Municipal de Economia Solidária e a permissão para que empreendimentos do segmento comercializem produtos nos Armazéns da Família. O projeto segue agora para análise do prefeito Eduardo Pimentel, que poderá sancioná-lo ou vetá-lo.

Títulos de Cidadania e Vulto Emérito 

Com 25 votos favoráveis, passou em segunda votação o projeto de decreto legislativo que concede o título de Cidadão Honorário de Curitiba a David Chaxim Pereira, de iniciativa de Toninho da Farmácia (União). Natural de São Leopoldo (RS), o pastor fixou residência em Curitiba em 2018, quando passou a integrar o corpo pastoral da Igreja Adventista do Sétimo Dia (115.00023.2025). Na primeira votação, os vereadores destacaram o alcance humanitário do trabalho de Pereira na capital.

Também foi confirmado em definitivo, com 23 votos favoráveis, o título de Vulto Emérito de Curitiba à advogada e administradora Luciane Bonatto. De autoria de Bruno Rossi (Agir), a proposta reconhece a trajetória da homenageada em áreas ligadas à governança, à administração pública e à modernização do Estado (116.00002.2026). Com a promulgação dos decretos, as sessões solenes para entrega das honrarias serão agendadas pela CMC.

Utilidade Pública e Cidadania no Esporte

O plenário finalizou as votações de segundo turno com a aprovação da Declaração de Utilidade Pública ao Grêmio Esportivo Juventude no Futebol em Cristo. De autoria do vereador Tiago Zeglin (MDB), a proposição reconhece institucionalmente os trabalhos da associação, formalizada em 14 de dezembro de 2023. 

A entidade oferta aulas de futebol no contraturno escolar para mais de 150 crianças e adolescentes atendidas na Regional Portão/Fazendinha. O vereador observou que o foco das atividades não é o esporte de alto rendimento, mas sim “afastar as crianças e adolescentes da vulnerabilidade e promover cidadania” (014.00035.2025). A iniciativa segue para sanção do Poder Executivo.