Festival da Parmegiana fará parte do Calendário Oficial de Curitiba
Turismo gastronômico: Tico Kuzma e outros vereadores recepcionaram convidados do Curitiba Honesta e da Fecomércio. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
Na sessão desta terça-feira (28), em primeiro turno unânime, o Plenário da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou projeto de lei com o objetivo de incluir o Festival da Parmegiana no Calendário Oficial de Eventos da capital paranaense. Autor da proposta, o vereador Tico Kuzma (PSD) defendeu que a oficialização da iniciativa não significa “apenas um ato simbólico”, mas sim dar previsibilidade, ampliar a divulgação e facilitar o apoio institucional à realização do festival, fomentando toda a cadeia do turismo gastronômico local.
A proposição estabelece que o Festival da Parmegiana será realizado anualmente, no mês de maio, por meio da rede de bares e estabelecimentos gastronômicos de Curitiba que ofertam diferentes versões e preparos do prato. O texto afirma que o evento poderá incluir degustações, workshops culinários e promoções especiais, incentivando a criatividade e a inovação no preparo da parmegiana.
O evento foi criado em 2023, pelo Curitiba Honesta, e já passou de 22 para 30 estabelecimentos participantes. Na versão tradicional do prato típico brasileiro, a carne (bovina ou de frango) é servida empanada e frita, coberta com queijo derretido e molho de tomate. Aprovado com 21 votos favoráveis, o texto submetido à análise do Plenário foi um substitutivo geral à redação original da proposta (031.00065.2026 e 005.00427.2025). A confirmação em segundo turno, antes do projeto ser encaminhado para a sanção do Executivo, está prevista para a sessão desta quarta (29).
Vereadores de Curitiba frisam turismo gastronômico
“É um evento que movimenta alguns milhões de reais e um evento que gera um aumento de até 42% nas vendas dos estabelecimentos”, pontuou Kuzma. “Curitiba já demonstra, na prática, que o turismo é um motor econômico relevante. Hoje estamos falando de um fluxo anual de mais de 8 milhões de visitantes, com permanência média de quase quatro dias e um gasto médio superior a R$ 400 por pessoa. Isso significa geração direta de renda, emprego e movimentação em diversos setores”, ressaltou.
“O turismo vai muito além dos grandes eventos. Ele fortalece a economia criativa, valoriza o artesanato, impulsiona a gastronomia e gera renda diretamente para pequenos empreendedores”, continuou. Dando como exemplo a influência culinária dos diferentes povos que compõem Curitiba, Tico Kuzma chamou a atenção, em especial, para o crescimento do turismo gastronômico. “E, mais do que números, precisamos entender o efeito em cadeia. Quando o restaurante vende mais, compra mais de fornecedores, produtores e distribuidores locais, contrata mais funcionários, ainda que temporários [...], e fortalece toda a economia na cidade”, ponderou.
“Os comércios conseguem se manter, trazer o turismo, o curitibano”, comentou Sidnei Toaldo (Avante), lembrando de outros festivais gastronômicos locais. Presidente da Frente Parlamentar da Gastronomia e do Turismo, Rafaela Lupion (PSD) avaliou que a oficialização traz segurança jurídica ao evento. Serginho do Posto (PSD) deu ênfase ao desenvolvimento do comércio gastronômico dos bairros da capital. Seguindo a mesma linha de raciocínio, Andressa Bianchessi (União) destacou o fortalecimento econômico, a geração de renda e a valorização da identidade local.
Jasson Goulart (Republicanos) citou como exemplo recente de sucesso o Festival de Martha Rocha. “Nós temos que nos espelhar em outros exemplos, dentro do país e até fora, para que essa indústria do turismo seja estimulada a cada dia”, finalizou Fernando Klinger (PL). A votação foi acompanhada por Sérgio e Nilceia Medeiros, do Curitiba Honesta, e pelo vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), Paulo Nauiack .
Reprodução do texto autorizada mediante citação da Câmara Municipal de Curitiba