Projeto reforça transparência de ações da Urbs sobre concessionárias

por Fernanda Foggiato | Revisão: Gabriel Kummer* — publicado 14/01/2026 09h05, última modificação 14/01/2026 09h05
Proposta de Camilla Gonda pretende padronizar divulgação de ações de fiscalização e de sanções.
Projeto reforça transparência de ações da Urbs sobre concessionárias

Justificativa é ampliar a transparência sobre as ações de fiscalização e as sanções aplicadas pela Urbs. (Foto: Carlos Costa/CMC)

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) avalia projeto de lei com o propósito de reforçar a transparência relativa às ações de fiscalização e às sanções aplicadas pela Urbanização de Curitiba (Urbs) às concessionárias e permissionárias de serviços e espaços públicos. A ideia é estabelecer critérios para padronizar a divulgação das informações. A vereadora Camilla Gonda (PSB) é a responsável pela proposição.

“Hoje não há transparência ativa, sistemática e padronizada sobre as ações de fiscalização e as sanções aplicadas pela Urbs às empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos municipais. As informações até podem existir de forma fragmentada em processos administrativos internos, mas não chegam ao cidadão, à imprensa, aos órgãos de controle e nem à própria Câmara de forma estruturada, tempestiva e comparável”, cita a justificativa da matéria (005.00762.2025).

Para Gonda, “essa opacidade enfraquece o controle social, favorece assimetria de informação entre regulador e regulados, dificulta a avaliação da efetividade da fiscalização e abre espaço para percepções de captura regulatória ou tratamento desigual entre empresas, o que contraria o princípio da publicidade e o dever de transparência previstos no artigo 37 da Constituição e na Lei de Acesso à Informação”.

A Urbs é a empresa responsável pela fiscalização dos serviços de transporte em Curitiba, bem como pela administração de equipamentos urbanos de uso comercial da cidade instalados em bens públicos, como os de terminais e ruas da cidadania, da Rua 24 Horas, do Mercado Central, do Mercado Municipal Capão Raso, do Bicicletário Centro Cívico e das Arcadas do Pelourinho e do São Francisco.

Conforme o projeto de lei, as informações a serem publicadas deverão conter, no mínimo: a identificação da empresa sancionada com sua razão social e CNPJ; o número do processo administrativo ou da sanção; a data da sanção; a descrição resumida da infração ou irregularidade constatada; o valor da multa ou penalidade, quando aplicável; a situação atual do processo; e a quantidade e natureza das fiscalizações realizadas, ainda que não tenham resultado em sanção.

A proposta de lei afirma que caberá à regulamentação do Poder Executivo estabelecer os formatos e prazos para a publicação das informações. A divulgação poderá ocorrer por meio dos portais eletrônicos já existentes, desde que seja assegurada a disponibilização dos dados em linguagem acessível e em formato aberto, atendendo à Lei de Acesso à Informação.

A vereadora protocolou a iniciativa no dia 25 de novembro e o projeto aguarda a discussão nas comissões da Câmara de Curitiba. Se aprovada pelos vereadores e sancionada pelo prefeito, a lei começa a valer a partir da publicação oficial. 

📌 Clique na imagem abaixo para entender como funciona a tramitação de um projeto de lei na CMC:


*Notícia revisada pelo estudante de Letras Gabriel Kummer
Supervisão do estágio: Ricardo Marques