Projetos de lei para melhorar calçadas de Curitiba avançam na Câmara

por Fernanda Foggiato | Revisão: Gabriel Kummer* — publicado 16/04/2026 13h50, última modificação 16/04/2026 14h11
Além de projetos para calçadas de Curitiba, Comissão de Acessibilidade da CMC acatou proposta sobre Cordão Tulipa Vermelha.
Projetos de lei para melhorar calçadas de Curitiba avançam na Câmara

Comissão de Acessibilidade da Câmara de Curitiba teve reunião extraordinária nesta quarta-feira (15), após a sessão plenária. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

A Comissão de Acessibilidade e Direitos da Pessoa com Deficiência da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) convocou reunião extraordinária para esta quarta-feira (15), logo após a sessão plenária, para a discussão de três projetos de lei. Duas das propostas acatadas pelos vereadores visam facilitar a mobilidade e a inclusão por meio de melhorias nas calçadas da cidade, enquanto a última iniciativa prevê a adoção do Cordão Tulipa Vermelha.

O presidente do colegiado, Pier Petruzziello (PP), e a vereadora Laís Leão (PDT) são os autores da proposição com o objetivo de alterar dispositivo da lei municipal 11.596/2005 e revisar regra para o uso do Fundo de Recuperação de Calçadas (Funrecal), destinado ao Programa Caminhar Melhor. A ideia do projeto é acrescentar parágrafo único ao artigo 15 da norma, para que os recursos sejam usados, preferencialmente, na execução de calçadas acessíveis no entorno de edifícios públicos e de imóveis residenciais habitados por pessoas com mobilidade reduzida e em situação de vulnerabilidade social.

No parecer favorável ao trâmite, o relator, Marcos Vieira (PDT), cita que a matéria “trata de tema diretamente relacionado à promoção da acessibilidade urbana ao enfrentar obstáculos concretos à mobilidade". “Sob essa perspectiva, a medida contribui para a efetivação do direito de ir e vir, previsto no artigo 5º, inciso XV, da Constituição Federal, ao incidir sobre um dos principais pontos de barreira nas cidades, que são as calçadas. A proposição segue para a análise da Comissão de Urbanismo, Obras Públicas e TI (005.00415.2025 e 034.00100.2025).

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As calçadas também são mote de projeto de lei de autoria do próprio Marcos Vieira. A proposta também tem a intenção de modificar a lei municipal 11.596/2005. O objetivo, neste caso, é a legislação passe a vigorar acrescida do artigo 7-A, para que obras em vias públicas e em seus respectivos passeios sejam obrigadas a adotar, ao longo de toda a extensão da intervenção, medidas para a segurança dos pedestres, em especial das pessoas com deficiência (PcDs). De acordo com substitutivo à redação original, a proteção física contínua deverá ser detectável por bengala.

O texto estabelece, entre outros critérios técnicos, a cor contrastante em relação ao entorno e a instalação de sinalização visual e tátil complementar. “A proposta não apenas reforça a necessidade de padronização, mas impõe o cumprimento de medidas de acessibilidade durante todo o período de intervenção, garantindo que as obras não gerem barreiras temporárias ou permanentes à circulação”, elogia o relator, Angelo Vanhoni (PT). A próxima etapa também é o parecer do colegiado de Urbanismo (005.00770.2025 e 031.00021.2026).

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A Comissão de Acessibilidade discutiu, por fim, proposta de lei para a adoção do Cordão Tulipa Vermelha como símbolo de identificação da doença de Parkinson. O autor, Tiago Zeglin (MDB), defende a medida como forma de evitar constrangimentos, garantir atendimento preferencial em estabelecimentos públicos e privados e promover a conscientização sobre a restrição motora.

“Sob o enfoque técnico da Comissão de Acessibilidade, destaca-se positivamente a previsão de ações de conscientização por parte do poder público, elemento essencial para a efetividade da norma, uma vez que a simples criação do símbolo não é suficiente sem a devida disseminação de seu significado junto à sociedade e aos prestadores de serviço”, observa o parecer de Pier Petruzziello. A iniciativa segue para a Comissão de Direitos Humanos, Defesa da Cidadania, Segurança Pública e Minorias (005.00152.2025 e 031.00338.2025).

*Notícia revisada pelo estudante de Letras Gabriel Kummer
Supervisão do estágio: Ricardo Marques