Vereador quer programa de tratamento para pessoas obesas em Curitiba
O projeto contempla moradores de Curitiba atendidos pelo SUS que apresentem Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 40. (Foto: Roberto Dziura Jr/AEN)
Desde o dia 4 de abril, está em tramitação na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) um novo projeto de lei do vereador Nori Seto (PP) que prevê a implementação do Programa Municipal de Assistência a Pacientes com Obesidade Grave. A proposta visa à reeducação alimentar, à prática de atividades físicas e ao tratamento com medicamentos para moradores da capital inscritos no Sistema Único de Saúde (SUS) que apresentem Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 40.
O IMC é um cálculo obtido pela divisão do peso de uma pessoa pela sua altura ao quadrado. O resultado é classificado em: abaixo do peso, peso normal, sobrepeso ou obesidade graus I, II e III. A proposição prevê uma exceção ao reconhecer a elegibilidade de pessoas com IMC igual ou superior a 35 que, ao apresentarem comorbidades graves associadas ao sobrepeso devidamente comprovadas por laudo médico, podem participar do programa.
“A obesidade é atualmente um desafio para os sistemas públicos de saúde, sendo reconhecida como uma doença crônica, complexa e multifatorial, associada ao aumento do risco de diversas enfermidades, como diabetes mellitus tipo 2 e doenças cardiovasculares, além de impactos relevantes na qualidade de vida da população”, alerta Nori Seto (005.00148.2026).
Medicamentos análogos de GLP-1 serão utilizados no tratamento
O GLP-1 é um hormônio produzido pelo intestino em resposta à alimentação, com estrutura baseada em aminoácidos, atuando na saciedade e no controle da glicose. Os medicamentos análogos ao GLP-1 reproduzem a ação desse hormônio no organismo e, por isso, são utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e no controle da obesidade.
A proposta do vereador é que medicamentos com esse hormônio sejam os principais utilizados no tratamento fornecido pelo programa. “A incorporação de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1, que têm demonstrado elevada eficácia na promoção da perda de peso e no controle de comorbidades associadas”, informa Nori Seto.
Pacientes terão acompanhamento com diversos especialistas
A iniciativa prevê que os beneficiários do programa recebam tratamento multidisciplinar, com monitoramento constante de endocrinologistas, nutricionistas e psicólogos. Caso haja identificação de transtornos alimentares ou outras questões que exijam acompanhamento psiquiátrico, o atendimento também está previsto.
“A adoção de um modelo estruturado de tratamento clínico e multiprofissional tende a reduzir a necessidade de intervenções cirúrgicas, diminuir internações hospitalares e otimizar o uso dos recursos do sistema de saúde”, explica o vereador.
O projeto será discutido pelas comissões da Câmara de Curitiba. Se aprovada pelos vereadores e sancionada pelo prefeito, a lei entra em vigor na data de sua publicação oficial.
Clique na imagem abaixo para entender como é a tramitação de um projeto de lei na CMC:
*Notícia elaborada pela estudante de Jornalismo, Lara de Oliveira
Supervisão de estágio e edição: José Lázaro Jr.
**Notícia revisada pelo estudante de Letras Gabriel Kummer
Supervisão do estágio: Ricardo Marques
Reprodução do texto autorizada mediante citação da Câmara Municipal de Curitiba
