Nova regra de custeio da CuritibaPrev na pauta do plenário de terça-feira

por Pedritta Marihá Garcia | Revisão: Gabriel Kummer* — publicado 15/05/2026 16h20, última modificação 15/05/2026 16h32
Ao todo, sete projetos de lei estão previstos na Ordem do Dia da Câmara Municipal de Curitiba de 19 de maio.
Nova regra de custeio da CuritibaPrev na pauta do plenário de terça-feira

A sessão plenária começa às 9h, com o Pequeno Expediente, horário regimental. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

Sete projetos de lei estão na Ordem do Dia da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) da próxima terça-feira (19). O destaque da pauta é a proposta do Poder Executivo que propõe uma nova regra de custeio da CuritibaPrev, o regime de previdência complementar do serviço público da cidade. A matéria, que será votada em primeiro turno, foi protocolada em março e tramitou pelas comissões permanentes do Legislativo, tendo sido liberada para inclusão na pauta no último dia 12. A sessão plenária começa às 9h, com o Pequeno Expediente, horário regimental.

A lei municipal 15.072/2017, que instituiu o CuritibaPrev, diz que a previdência complementar será mantida integralmente por taxa de administração, definida no Plano de Gestão Administrativa e aprovada pelo Conselho Deliberativo, com limite de até 1% ao ano sobre os recursos garantidores dos planos de benefícios. O projeto de lei do Executivo altera a redação do artigo 20 da norma (005.00087.2026). 

Confira a Ordem do Dia desta terça-feira.

O texto substitui a redação por uma fórmula mais ampla, afirmando que diferentes fontes de financiamento poderão cobrir as despesas administrativas da CuritibaPrev, desde que observadas a legislação federal aplicável à previdência complementar e as normas da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Para isso, a proposta revoga o parágrafo único do artigo 20 da lei, que hoje fixa expressamente o teto de 1% na lei municipal.

Na prática, a principal mudança é que a lei do CuritibaPrev deixará de vincular o custeio administrativo da CuritibaPrev apenas à taxa de administração e passará a remeter essa regulamentação ao marco federal da previdência complementar fechada. Na proposta encaminhada à CMC, o prefeito argumenta que a alteração busca alinhar integralmente as normas locais às regras federais vigentes, evitando “limitações legais excessivas e desnecessárias” e corrigindo uma “incongruência legislativa”.

Esse argumento se apoia, sobretudo, na lei complementar federal 108/2001, que prevê que a despesa administrativa das entidades fechadas de previdência complementar patrocinadas pelo poder público será custeada pelo patrocinador, pelos participantes e pelos assistidos, dentro de limites e critérios fixados pelo órgão regulador e fiscalizador do sistema. Já a resolução CNPC/MPS 62/2024 detalha o plano de gestão administrativa, as fontes de custeio e os limites prevendo limite de 1% para taxa de administração e de até 9% para taxa de carregamento.

Utilidade Pública à Turma da Sopa: projeto será votado em 1º turno

Na terça, também em primeira votação, a CMC vota a Declaração de Utilidade Pública Municipal à Associação Turma da Sopa (014.00106.2025), de Camilla Gonda (PSB). Criada oficialmente em 2007, a entidade tem cerca de 35 anos de atuação e sua sede fica no bairro Pilarzinho. Formada integralmente por voluntários, seu foco é na assistência social e apoio a famílias em situação de vulnerabilidade, especialmente comunidades carentes de Curitiba e da Região Metropolitana.

Entre as principais atividades desenvolvidas pela associação está a produção semanal de aproximadamente 200 litros de sopa, distribuídos aos sábados na Comunidade do Bonfim, atendendo cerca de 300 pessoas. A entidade também realiza a entrega mensal de 42 cestas básicas para famílias cadastradas, além da distribuição de materiais de higiene e limpeza, roupas, acessórios, cobertores, fraldas geriátricas e enxovais para gestantes com mais de sete meses de gravidez.

Emitida pela Câmara de Curitiba, a Utilidade Pública serve como um atestado de bons antecedentes, facilitando a realização de convênios com o poder público. A concessão do título é regulamentada pela lei complementar municipal 117/2020, que coloca como condições a prestação de serviços de interesse da população, a sede na cidade, a documentação em dia e a apresentação de relatório de atividades.

Segundo turno: alerta laranja e mais quatro projetos

Se aprovadas na véspera, ou seja, na segunda-feira (18), cinco iniciativas serão avaliadas em segundo turno. Um dos projetos é o de Fernando Klinger (PL) que institui o Alerta Laranja, a ser acionado por profissionais de saúde da rede municipal sempre que houver indícios ou confirmação de abuso sexual contra criança ou adolescente  (005.00507.2025). Outra proposta é a de Delegada Tathiana Guzella (PL) que prevê a modernização da lei municipal 7.919/1992, que trata da prevenção às drogas nas escolas (005.00604.2025 e 031.00290.2025).  


Leia também: Maio Laranja: Câmara de Curitiba vota alerta contra abuso sexual 

A relação de matérias que deverão ser analisadas em segunda votação inclui, ainda, a Utilidade Pública ao Instituto Paulo Leminski (014.00077.2024), de Angelo Vanhoni (PT); a denominação de logradouro público como Wilmar Coture fecha a relação (009.00006.2026), de Toninho da Farmácia (União); e a atualização da lei que concedeu a Declaração de Utilidade Pública Municipal à Congregação dos Oblatos de São José, que hoje é conhecida como Associação Padre Pedro Magnone de Educação e Cultura (015.00003.2025), de Zezinho Sabará (PSD).

As sessões plenárias são transmitidas ao vivo pelo canal da CMC no YouTube, a partir das 9h. O acesso ao Palácio Rio Branco é livre, para quem deseja acompanhar presencialmente as votações, devendo apenas ser observada a lotação fixada pelo Corpo de Bombeiros de 28 pessoas nas galerias e 90 no piso térreo.

*Notícia revisada pelo estudante de Letras Gabriel Kummer
Supervisão do estágio: Ricardo Marques