Câmara Aberta: “É um privilégio contar a história de Curitiba”

por Cintia Garcia*, especial para a CMC — publicado 28/03/2026 16h24, última modificação 28/03/2026 16h24
Clarissa Grassi, pesquisadora responsável pelas visitas guiadas, participou da programação da quarta edição da Câmara Aberta.
Câmara Aberta: “É um privilégio contar a história de Curitiba”

Visita guiada pela história de Curitiba lotou prédio histórico da Câmara de Vereadores. (Fotos: Rodrigo Fonseca/CMC)

Pessoas de diferentes idades e perfis prestigiaram a visita guiada conduzida pela pesquisadora Clarissa Grassi, na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), neste sábado (28), que compartilhou detalhes sobre a capital paranaense e a arquitetura do Palácio Rio Branco, prédio histórico do Poder Legislativo. “Eu tenho a oportunidade de apresentar o patrimônio da cidade, de falar um pouco sobre essa região que já foi e continua sendo tão importante para a nossa história, para a arquitetura e para o patrimônio. Mostrar tudo isso e contar essas curiosidades é realmente um privilégio”, afirmou.

A visita guiada fez parte da programação da quarta edição do Câmara Aberta, que também incluiu a Feira de Páscoa, exames preventivos de função renal e a distribuição de mudas de árvores, realizada por técnicos da Prefeitura de Curitiba em apoio ao projeto Meio Milhão de Árvores para Curitiba.“Essa é uma oportunidade para que os curitibanos e para as pessoas que nos visitam, conheçam um pouquinho da história da cidade e da história da Câmara Municipal”, disse o presidente da Casa, o vereador Tico Kuzma (PSD). 

A visita começou na Praça Eufrásio Corrêa, com a explicação de que essa trajetória guiada mostra que “muita gente não sabe, mas a Câmara de Curitiba está diretamente ligada à fundação da cidade”, disse Grassi. Ela destacou os marcos históricos como, a construção da primeira capela, a eleição dos “homens bons” e do Pelourinho, a demarcação do quadro urbano e a definição de regras para as construções, seguindo o modelo português. “Esse caminho foi construído com os povos indígenas e faiscadores”, acrescentou, lembrando que Curitiba surgiu também da busca pelo ouro lavrado.

Câmara Aberta reúne famílias

Em seguida, o interior do Palácio Rio Branco foi apresentado em detalhes, mostrando o edifício que foi construído em 1891, teve sua obra finalizada em 1896 e, desde 1963, é a sede da Câmara Municipal de Curitiba (CMC). A pesquisadora também reforçou sobre o papel do vereador “que é responsável por sugerir alterações, rebater, defender”, e que “é a voz da população a respeito da demanda do povo”.

“Para a formação cultural de um cidadão, é essencial que a gente tenha conhecimento sobre como o mundo funciona. E o mundo funciona assim, a gente tem que conhecer os nossos direitos e como cobrar”, disse o curitibano Rodrigo Poleto, que acompanha a Clarissa “em tudo que ela faz”. Ele é pai de dois filhos, de 11 e 15 anos, e por isso, participa das visitas guiadas por Grassi, ressaltando a importância de apresentar à família, desde cedo, a história e o patrimônio da cidade.

Aline Assunção Bongiolo, mãe e curitibana, conta que tem se dedicado a conhecer os diversos pontos históricos e culturais de Curitiba. “A gente faz isso quando a gente vai pra outra cidade, outro país e aí a gente está aqui na nossa cidade e às vezes não conhece 10% do que tem”, afirmou. “Foi muito interessante. A casa é muito bonita, e a gente pôde entender como funciona, toda a história envolvida. Isso é tão importante, né? Conhecer a nossa própria cidade e valorizar isso é essencial”, concluiu.

A pesquisadora Clarissa Grassi ressaltou a importância de preservar a memória e transmitir histórias entre gerações. “O que antes era o Cine Vitória, antes era o bonde, mas foi o bonde que a minha mãe pegou para assistir à estreia de Dr. Divago no Cine Vitória. O que a gente não conhece não pode ser nosso. Mas aquilo que a gente conhece, reconhece e acessa, aí sim pode ser preservado.” Ela destacou que a preservação do patrimônio depende também da participação da população. “A legislação não garante a preservação do patrimônio. É a força da população, fiscalizando, acompanhando e valorizando a visitação desses espaços, que faz a diferença".

Veja fotos do Câmara Aberta clicando na imagem abaixo:

*Matéria elaborada pela estudante de Jornalismo Cintia Garcia, especial para a CMC.
Supervisão do estágio: Fernanda Foggiato.
Edição: José Lázaro Jr.