Requisitada intervenção viária no Capão Raso enquanto durarem obras do Ligeirão

por José Lázaro Jr. — publicado 23/11/2021 19h11, última modificação 23/11/2021 19h11
Tito Zeglin e Tico Kuzma abordaram a demora das obras do Ligeirão. Renato Freitas pediu atenção para o Caximba e Sidnei Toaldo comemorou o aniversário de Santa Felicidade.
Requisitada intervenção viária no Capão Raso enquanto durarem obras do Ligeirão

Com a pandemia, as sessões da CMC são híbridas, presencial e por videoconferência. Na foto, Tito Zeglin. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

Os vereadores Tito Zeglin (PDT) e Tico Kuzma (Pros) requisitaram, nesta terça-feira (23), no plenário da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), que seja realizada uma intervenção viária no bairro Capão Raso, enquanto durarem as obras do Ligeirão Sul. A ideia é que seja liberado um retorno para veículos na avenida Winston Churchill, na esquina com a rua Tenente Miguel Cubas, de forma que os carros nesta via possam acessar a rua José Zaleski, sem ter que percorrer dois quilômetros até a próxima oportunidade de correção de rota.

“As intervenções [para o Ligeirão Sul] [começaram no final de julho de 2020, com prazo estimado de 12 meses, porém já se passaram 16 meses e é perceptível que está muito longe do fim, devido ao ritmo muito lento. É uma obra que está afetando moradores e comerciantes”, criticou Tito Zeglin. “Dias atrás tive que conter os ânimos de um grupo que queria queimar pneus para reivindicar a abertura de um retorno para facilitar a circulação viária ali no bairro. Recentemente, eu e meu filho, indignados com essa situação, iniciamos um movimento com todos os comerciantes da avenida Winston Churchill, cobrando agilidade das obras e abertura urgente desse retorno”, relatou o vereador.

Zeglin é autor de um pedido de informações, registrado no dia 20 de outubro, em que questiona qual é a empresa responsável pela obra de desalinhamento das estações-tubo, qual o prazo para conclusão da obra e a quem cabe gerenciar o trânsito enquanto ela não termina (062.00783.2021).  As questões ainda não foram respondidas pelo Executivo. “É evidente que vivemos um momento econômico difícil com os reflexos da pandemia e os insumos da construção civil estão sofrendo reajustes constantes, mas, mesmo assim, por meio dessa Casa, precisamos encontrar maneiras das empresas responsáveis pela obra do Ligeirão cumpram os contratos de forma ágil e satisfatória”, cobrou.

No dia 25 de outubro, Tico  Kuzma protocolou uma sugestão à Prefeitura de Curitiba, que foi aprovada pelo plenário em votação simbólica, na qual descreve como poderia ser feito o retorno na avenida Winston Churchill que serviria para mitigar os danos da obra na região (203.00557.2021). “Realmente houve atraso nas obras, trazendo um transtorno muito grande aos comerciantes, sobretudo pela circulação dos veículos. Diariamente falamos com o secretário municipal de Obras, Rodrigo Rodrigues, passando o que os comerciantes da região nos informam, e ele tem cobrado da empresa uma ação mais efetiva”, relatou Kuzma. 

Kuzma e Zeglin informaram que têm feito reuniões com os gestores, inclusive com o secretário de Governo, Luiz Fernando Jamur, para buscar uma solução para o problema. A obra do Ligeirão afeta os bairros Pinheirinho, Capão Raso, Novo Mundo, Portão e Água Verde. Na sessão desta terça-feira, temas relacionados aos bairros de Curitiba foram abordados por Renato Freitas (PT) e por Sidnei Toaldo (Patriota), sendo que os assuntos não tinham relação direta com a Prefeitura de Curitiba.

Água no Caximba
O vereador Renato Freitas criticou a gestão da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), que julga não estar operando para garantir o direito à água nas regiões periféricas de Curitiba durante o racionamento em vigor. “Estive essa semana no bairro do Caximba e recebi várias reclamações dos moradores. A principal era a falta de água no bairro, causada pelo revezamento, que tem sido para a Caximba muito mais cruel que nos outros lugares, onde se vive em condomínio, em casas suficientemente estruturadas para comportar uma caixa d’água”, alertou. 

Após relatar o caso de uma moradora do Caximba que precisa da ajuda dos vizinhos durante o racionamento para dar banho em seu filho com necessidades especiais, Freitas criticou a Sanepar por deixar essa situação acontecer. “A Sanepar vive, hoje, uma privatização por dentro, de 2011 a 2019 o lucro líquido da empresa aumentou 700% e a distribuição de dividendos a acionistas cresceu cerca de 780%. No mesmo período, os investimentos foram de 150%. A lógica de operação da Sanepar, hoje, é para aumentar os lucros e engordar as contas bancárias das empresas privadas que compõem o seu capital, mesmo que às custas da dignidade da população curitibana no que diz respeito a um planejamento da distribuição de água. Quem paga pela água do Centro é a periferia”, protestou. 

143 anos de Santa Felicidade
“Tenho muito orgulho de ter nascido e sido criado em Santa Felicidade, esse bairro tradicional de Curitiba”, afirmou Sidnei Toaldo, ao convidar os vereadores da capital para a festa de 143 anos da fundação do bairro. Segundo ele, a data marca “a chegada das famílias que desembarcaram em Paranaguá e formaram a primeira colônia na região”. “O nome do bairro foi dado por Antônio Bandeira, proprietário da gleba de terra, que quis homenagear a sua irmã, que se chamava Felicidade”, contou. Hoje haverá o lançamento da campanha Natal Solidário, anunciou, organizada pela Associação Comercial e Industrial de Santa Felicidade (Acisf).