Projeto de lei na Câmara apoia mulheres negras de Curitiba

por José Lázaro Jr. | Revisão: Gabriel Kummer* — publicado 24/03/2026 17h15, última modificação 24/03/2026 17h15
Proposta de Vanda de Assis (PT) cria programa voltado à economia popular e solidária, com foco na inclusão produtiva.
Projeto de lei na Câmara apoia mulheres negras de Curitiba

Projeto de lei quer acelerar inclusão de mulheres negras em políticas de geração de renda. (Foto: Ricardo Marajó/PMC)

Começou a tramitar na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) um projeto da vereadora Vanda de Assis (PT) para criar o Programa para a Valorização de Iniciativas de Mulheres Negras na Economia Popular e Solidária, diante das barreiras de renda, da formalização e do acesso a oportunidades econômicas enfrentadas por mulheres negras na cidade (005.00085.2026).

A proposição é voltada a mulheres negras de baixa renda que atuem em empreendimentos populares e solidários no município. Na justificativa da proposta, Vanda de Assis afirma que “as condições socioeconômicas dessa parcela da população demandam políticas públicas que enfrentam essa realidade” e sustenta que o poder público deve atuar para transformar esse quadro.

Pela redação, a proposta é que a política pública tenha uma forma simplificada de inscrição, em locais de fácil acesso e em todas as regionais de Curitiba. Vanda defende que a seleção das iniciativas inscritas considere cinco critérios: as condições socioeconômicas da proponente, o interesse público do projeto, os custos e a viabilidade econômica, a criatividade e a importância da ação para o bairro, para a regional e para o município. Com isso, elas seriam inseridas em outras ações de geração de renda realizadas pela Prefeitura de Curitiba.

Segundo o projeto, com base em dados do IBGE de 2024, as mulheres somam 955 mil pessoas em Curitiba, o equivalente a 52,21% da população, e 24% dos moradores da capital se autodeclaram negros. O texto também menciona que a população negra apresenta maiores índices de extrema pobreza, pobreza e vulnerabilidade, além de menor formalização no mercado de trabalho em comparação com a população branca.

A análise de impacto legislativo e econômico-financeiro anexada à matéria afirma que o projeto não criaria custos adicionais obrigatórios ao Poder Executivo, porque as ações poderiam ser implementadas por meio de parcerias com organizações já existentes e com a estrutura da administração municipal. 

Clique na imagem abaixo para entender como funciona a tramitação de um projeto de lei na CMC.

*Notícia revisada pelo estudante de Letras Gabriel Kummer
Supervisão do estágio: Ricardo Marques