LDO 2027: Câmara indaga Prefeitura sobre obras e mobilidade urbana
A Audiência Pública sobre a LDO 2027 foi coordenada pelo presidente da Comissão de Economia, Serginho do Posto (PSD). (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
Da pavimentação de ruas em bairros periféricos à implantação de um novo hospital veterinário, vereadores aproveitaram a Audiência Pública da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 para cobrar esclarecimentos sobre obras, mobilidade urbana e políticas de proteção animal. O debate foi realizado nesta terça-feira (2), na Câmara Municipal de Curitiba (CMC).
As discussões envolveram desde a execução de obras apontadas pela população no programa Fala Curitiba até investimentos em ciclovias, calçadas, grandes intervenções viárias e a ampliação da estrutura de atendimento veterinário do Município. As perguntas foram respondidas pela presidente do Instituto Municipal de Administração Pública (Imap), Beatriz Battistella Nadas, e pelo superintendente executivo da Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vinícius Borio.
Pavimentação e demandas do Fala Curitiba foram discutidas 
A vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL) questionou a previsão de investimentos para ruas ainda sem pavimentação em bairros como Umbará, São Brás, Barreirinha, Santa Cândida e Augusta. A parlamentar também pediu esclarecimentos sobre o prazo para execução de obras e melhorias aprovadas pela população no programa Fala Curitiba.
Ao responder, Beatriz Battistella afirmou que a Prefeitura trabalha para atender integralmente as demandas priorizadas pela população e destacou que mais de 95% das solicitações aprovadas em ciclos anteriores do programa já foram entregues. Segundo ela, a administração municipal busca conciliar essas demandas com a manutenção da infraestrutura existente e com a capacidade financeira do Município.
Complementando a resposta, Vinícius Borio informou que a proposta da LDO prevê R$ 16,6 milhões para pavimentação alternativa em vias de saibro. O superintendente da Secretaria de Finanças ressaltou que a execução das obras depende também de critérios técnicos e legais, como a regularização das vias e a viabilidade de implantação da infraestrutura.
Ciclovias e obras viárias mobilizam questionamentos
Sidnei Toaldo (Avante) chamou atenção para a necessidade de ampliar a infraestrutura cicloviária, especialmente na região de Santa Felicidade. Segundo ele, importantes ligações da região com o Centro da cidade ainda carecem de ciclovias e de conexões adequadas com parques e equipamentos públicos.
O parlamentar também questionou o andamento das intervenções previstas no entorno do Viaduto do Orleans e da ligação entre as ruas João Azolin e Nicolau José Gravina, demanda apontada pela população em edições anteriores do Fala Curitiba. Em resposta, Battistella afirmou que a obra integra o plano de governo do prefeito Eduardo Pimentel e explicou que os processos de desapropriação necessários para sua execução já estão em andamento.
A vereadora Laís Leão (PDT) reforçou as cobranças relacionadas à mobilidade ativa e afirmou considerar insuficientes as metas atuais para ciclovias e calçadas. A parlamentar também demonstrou preocupação com obras de longa duração que permanecem em execução e podem gerar impactos nos orçamentos futuros do Município. Como exemplo, citou intervenções ligadas ao rio Cascatinha e ao Viaduto do Tarumã.
Durante sua manifestação, Laís sugeriu que futuras Audiências Públicas sobre orçamento contem com a participação de representantes da Secretaria Municipal de Obras Públicas para detalhar o andamento dos empreendimentos em execução. Em resposta, a presidente do Imap destacou que Curitiba possui planejamento específico para a expansão da mobilidade ativa e lembrou que projetos estruturantes atualmente em andamento já contemplam melhorias em calçadas e ciclovias.
Vinícius Borio acrescentou que a Prefeitura de Curitiba encaminhou à Câmara uma mensagem prevendo aporte adicional de R$ 12 milhões para melhorias em calçadas. Segundo o representante da Prefeitura, os investimentos previstos para os próximos anos buscam acompanhar as transformações da mobilidade urbana e as novas demandas da população.
Causa animal entra no debate da LDO 
A vereadora Meri Martins (Republicanos) questionou os recursos destinados às políticas de proteção animal, especialmente ao banco de ração, aos serviços de resgate e ao atendimento de animais em situação de vulnerabilidade. Segundo a parlamentar, o tema é uma preocupação recorrente da população e dos protetores independentes que atuam na cidade.
Em resposta, Beatriz Battistella afirmou que a proposta orçamentária contempla recursos para ampliação das ações de proteção animal e confirmou a previsão de implantação de mais um hospital veterinário em Curitiba. A presidente do Imap também destacou a continuidade dos programas de castração e das ações voltadas ao combate ao abandono e aos maus-tratos de cães e gatos. “Existe um programa de castração bastante ativo. Não tem fila para fazer castração animal na nossa cidade”, afirmou.
Também participaram da discussão as vereadoras Giorgia Prates – Mandata Preta (PT), Vanda de Assis (PT), Professora Angela (PSOL) e Camilla Gonda (PSB), cujos questionamentos abordaram habitação, regularização fundiária, educação, previdência dos servidores, igualdade racial e prioridades sociais da proposta da LDO para 2027. Veja como foi a Audiência Pública para apresentação da LDO de 2027 ou assista à sessão na íntegra no canal da CMC no YouTube.
*Notícia revisada pelo estudante de Letras Gabriel Kummer
Supervisão do estágio: Ricardo Marques
Reprodução do texto autorizada mediante citação da Câmara Municipal de Curitiba