Croquis Urbanos retrata Palácio Rio Branco

por Assessoria Comunicação publicado 24/11/2013 14h30, última modificação 21/09/2021 07h38

Com 117 anos de história, o interior do Palácio Rio Branco foi retratado neste domingo (24) de formas diferentes. Um grupo de cartunistas, designers, arquitetos e colaboradores do movimento Croquis Urbanos dedicou algumas horas para ilustrar, cada um a seu modo, os traços arquitetônicos do auditório que foi, por muitos anos, palco de decisões políticas da cidade e do estado.

“Cada ilustração, em cada lugar que vamos, é uma atmosfera. Hoje é um desenho mais quieto, solene, mais a ver com a arquitetura clássica”, diz o designer José Marconi de Souza, um dos idealizadores do movimento. Aos olhos dos artistas, o palácio ganhou vida. Das realistas às mais dramáticas, cada ilustração permite ao observador enxergar um ângulo e uma perspectiva diferentes do palácio.

É desta forma que o movimento se dedica a mostrar Curitiba, valorizando o traçado da cidade. Desde março, todas as manhãs de domingo, ininterruptamente, o grupo escolhe um lugar. Assim foi com o Palácio Iguaçu, o Paço da Liberdade, o Jardim Botânico, o Museu Oscar Niemeyer, o Parque São Lourenço, a Catedral, o Passeio Público, a Sociedade Garibaldi, a Praça do Japão e mais 27 espaços.

Também não foram esquecidas casas de arquitetura original e história marcante, como a Casa Gomm, no Batel, a Casa Estrela, no Campus da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e a modernista Frederico Kirchgässner. Nem mesmo a residência do vampiro de Curitiba, Dalton Trevisan, foi descartada.

“O movimento traz sensibilidade à vida da cidade. Os artistas conseguem retratar uma Curitiba por um prisma que não é visto pelo cidadão comum, com uma originalidade que impressiona”, ressalta o presidente da Câmara, Paulo Salamuni (PV). Ele fez convite para uma exposição das obras, no próprio Palácio Rio Branco, que deve ocorrer no ano que vem.

A equipe iniciou com quatro pessoas e, aos poucos, foi reunindo gente que se apaixonou pela ideia. “Eu estava na janela do meu apartamento, em frente à Praça Generoso Marques, e vi um rapaz lá embaixo desenhando o Paço da Liberdade. Era o arquiteto Reinoldo Klein. Disse ao meu marido para irmos conversar com ele. Pedimos para acompanhá-lo e, a partir deste momento, outras pessoas começaram a participar”, relembra a designer Lia Mônica, casada com José Marconi. Com eles também se juntou o arquiteto Wagner Polak. A criação da página no facebook fez com que, a cada encontro, aparecessem mais artistas.

Neste domingo no palácio, foram cerca de 50 “croquiseiros”, como são chamados. E desta forma seguem, pelo menos até março do próximo ano, com a tentativa de não deixar um só final de semana sem retratar a cara e a história de Curitiba. A Câmara agradece, a cidade também.

Palácio Rio Branco

O palácio foi inaugurado em 1896, para sediar a Assembleia Legislativa do estado. Durante a ditadura de Getúlio Vargas, a Assembleia foi fechada, dando espaço para o Conselho Deliberativo do Estado. Passou a ser utilizado pela Câmara de Vereadores em 1963. Desde 2010 tem sofrido reformas, a primeira delas estrutural, para resistir à passagem do tempo. Restam alguns ajustes de som e iluminação para que, no próximo ano, possa voltar a receber as sessões plenárias.

Acompanhe as ilustrações que são feitas todos os domingos pelo Facebook.