Kuzma cobra “pacto de postura” e anuncia reforma do Código de Ética
Vereador Tico Kuzma disse que uma minuta do novo Código de Ética será debatida logo na Câmara de Curitiba. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
Na solenidade que reabriu os trabalhos legislativos de 2026, o presidente Tico Kuzma (PSD) dirigiu um pedido direto aos vereadores sobre o tom que deve marcar o plenário da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) ao longo do ano. Ao lembrar que o calendário eleitoral amplia a atenção pública sobre o que é dito e decidido na CMC, ele defendeu um compromisso institucional com o respeito, a responsabilidade e o foco no interesse coletivo. “Vereadores e vereadoras, esse ano exige, desde o primeiro dia, um pacto de postura e responsabilidade”, afirmou, ao sustentar que o ambiente de disputa pode fortalecer a democracia ou “reduzir o debate a disputas vazias”.
No pronunciamento, Kuzma afirmou que divergências são parte do processo legislativo, mas cobrou postura compatível com o exercício do mandato. Ele listou o respeito como regra, abrangendo colegas, servidores, instituições e a população, e disse que ataques pessoais e desinformação não podem ter espaço na rotina do plenário. “Discordar é legítimo. Atacar pessoas, desinformar ou perder o decoro, não. Devemos avançar esse ano com a reforma do nosso código de ética”, declarou, ao sinalizar que a Câmara pretende atualizar suas normas internas de conduta.
“O mandato não diminui” e a credibilidade “é um patrimônio coletivo”
Kuzma também afirmou que as demandas da cidade seguem com urgências próprias, independentemente do calendário eleitoral. Para sustentar esse ponto, citou um caso recente: “Um exemplo disso, ontem, é que com a mudança climática tivemos ventos fortes, chuva forte que atingiu a região sul da cidade. Árvores caíram e esse trabalho [de reconstrução] precisa do nosso apoio”, disse.
Na sequência, o presidente enumerou áreas que, segundo ele, não entram “em pausa” por causa das eleições — “saúde, educação, assistência, mobilidade, segurança, emprego” — e defendeu que o plenário seja “espaço de conteúdo”, com firmeza e maturidade. “O mandato não diminui em ano eleitoral. Curitiba não para, os bairros seguem com as suas urgências”, afirmou.
Ao concluir o recado aos parlamentares, Kuzma vinculou a postura coletiva à imagem pública da Câmara e à capacidade de conduzir debates relevantes. “A credibilidade dessa casa é um patrimônio coletivo que nós, vereadores, precisamos cuidar”, disse, ao defender que a instituição mantenha firmeza com respeito, debates conectados à realidade da cidade e transparência na relação com a população.
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