Aprovada Utilidade Pública Municipal ao Instituto Pedro Gabriel
“O trabalho que fazem lá impressiona pelo acolhimento, pelo acompanhamento terapêutico e, em especial, pela promoção da inclusão social”, disse Delegada Tathiana. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
Com 27 votos favoráveis, unanimidade no momento da votação, a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou em 1º turno, nesta segunda-feira (13), a Declaração de Utilidade Pública ao Instituto Pedro Gabriel (IPG). A entidade, com sede no bairro Capão Raso, agora poderá firmar convênios com o Poder Público para o repasse de recursos municipais.
A iniciativa é de Delegada Tathiana Guzella (PL) que destacou a importância da atuação da instituição para as crianças e adolescentes com deficiência. A organização foi fundada em 2016 pelos pais de Pedro Gabriel, diagnosticado com mielomeningocele. A partir da vivência com o filho, Kelly e Danilo decidiram criar o instituto para acolher e fortalecer outras famílias que têm experiências parecidas.
O Instituto Pedro Gabriel atende crianças e adolescentes com deficiências motoras, auditivas e visuais, além de pessoas com doenças raras, combinando assistência terapêutica, apoio psicossocial, orientação jurídica, ações de inclusão e suporte às famílias (014.00034.2025).
Ao plenário, a vereadora contou que, mensalmente, o IPG promove mais de 2 mil atendimentos e mais de 320 horas de aulas em contraturno escolar. Ao todo, são cinco programas integrados desenvolvidos pela entidade, voltados ao atendimento terapêutico, esportes adaptados, educação inclusiva, apoio familiar e combate ao capacitismo.
“O trabalho que fazem lá impressiona pelo acolhimento, pelo acompanhamento terapêutico e, em especial, pela promoção da inclusão social. [...] Imaginem, hoje, vocês irem em um centro onde tem fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, psicopedagogia, psicologia, atendimentos especializados, atendimento multiprofissional, projetos de apoio psicossocial, programas de inclusão, oficinas educativas [...] além de atendimento jurídico”, completou Delegada Tathiana.
Utilidade Pública: mecanismo de apoio às entidades sem fins lucrativos
A Utilidade Pública Municipal possibilita com que a entidade, que não tem fins lucrativos, possa firmar convênios com o Poder Público para o repasse de recursos. A concessão do título é atualmente regulamentada pela lei complementar municipal 117/2020, que coloca como condições a prestação de serviços de interesse da população, a sede na cidade, a documentação em dia e a apresentação de relatório de atividades.
O projeto de lei de Delegada Tathiana foi elogiado por vários em plenário. Líder do Governo, Serginho do Posto (PSD) declarou seu apoio à iniciativa, por entender que a Utilidade Pública é um mecanismo que reforça o trabalho de instituições como o IPG, “que faz um trabalho excelente para a comunidade”. “Eles devolvem muito mais para a cidade do que recebem”, reforçou.
Andressa Bianchessi (União) endossou que a entidade faz, “tantas vezes”, o papel do Poder Público e, por isso, merece o reconhecimento. Também favorável, Meri Martins (Republicanos) lembrou que a mãe de Pedro Gabriel é uma mãe que “estendeu a mão a outras mães, a outras famílias que têm a mesma dor [que ela tem]". Para ambas as vereadoras, o Instituto Pedro Gabriel desempenha um trabalho que faz a diferença.
A matéria também recebeu o apoio formal dos vereadores Professor Euler (MDB), Marcos Vieira (PDT), Sidnei Toaldo (Avante) e Carlise Kwiatkowski (PL). A votação foi acompanhada pela mãe de Pedro Gabriel, Kelly, pelo adolescente e por outros membros do IPG (foto). O texto foi aprovado em primeiro turno e agora precisa passar por nova votação, amanhã (14), antes de estar pronto para ser sancionado.

2º turno: adiada votação de projeto que atualiza Utilidade Pública
Devido à ausência de Pier Petruzziello (PP) na sessão plenária, foi adiada a votação em segundo turno do projeto que atualiza a lei municipal 11.194/2004 para atualizar o nome de uma entidade curitibana que já é reconhecida como de Utilidade Pública Municipal. A proposta substitui, na ementa e no artigo 1º da norma, o nome “Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus” por “Sagrado Rede de Educação – Província Clélia Merloni”, mantendo o reconhecimento de utilidade pública à instituição. A mudança decorre de atualização estatutária formalizada em registro público, conforme documentação anexada ao projeto (015.00001.2025). Com o adiamento, o texto retorna à Ordem do Dia desta terça-feira (14).
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