Câmara de Curitiba debate a criação do Polo Motociclista

por Fernanda Foggiato | Revisão: Gabriel Kummer* — publicado 09/02/2026 13h50, última modificação 09/02/2026 14h25
Aprovado em 1º turno, projeto de lei mobilizou principal debate em Plenário da manhã desta segunda (9).
Câmara de Curitiba debate a criação do Polo Motociclista

Votação também foi acompanhada por representantes de motoclubes e pelo deputado estadual Tito Barichello, marido de Guzella. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

Entre oradores, apartes, encaminhamentos e justificativas de voto, o debate em primeiro turno em torno da criação do Polo Motociclista, em trecho da rua João Negrão, na Região Central da cidade, mobilizou uma hora e meia da sessão plenária desta segunda-feira (9), na Câmara Municipal de Curitiba (CMC). Além da Delegada Tathiana Guzella (União), coautora da proposta ao lado de Lórens Nogueira (PP), a discussão contou com a participação de diversos vereadores.

A votação também foi acompanhada por representantes de motoclubes e pelo deputado estadual Tito Barichello (União), marido de Guzella. Com a sessão suspensa pelo presidente em exercício, o vereador Nori Seto (PP), o parlamentar agradeceu a votação unânime e lembrou vitórias recentes do segmento, como a isenção do pedágio em rodovias do país. “O motociclismo, como já foi muito bem dito aqui, é muito mais do que transporte. Motociclismo é liberdade. Motociclismo é mobilidade urbana. Motociclismo é a possibilidade da sociedade existir hoje, porque os produtos que chegam nas lojas, o produto que chega na sua casa, na oficina, é levado por um motoboy”, celebrou Barrichello.

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Líder do Governo em exercício, Jasson Goulart (Republicanos) declarou apoio à pauta motociclista. Laís Leão (PDT) defendeu ser importante a discussão dos polos na revisão do Plano Diretor de Curitiba. Para ela, o texto vigente “ainda é bastante brando em relação ao que pode e não pode em cada polo e à aplicabilidade real, porque a gente também tem nossa limitação enquanto legisladores para não entrar nas competências do Executivo”.

Vice-líder do Governo, Rafael Lupion (PSD) também discorreu sobre a revisão do Plano Diretor, legislação cuja missão é “nortear o desenvolvimento da cidade”, e a importância de se assegurar que os polos não sejam “uma letra morta na lei”. A criação de polos, disse Sidnei Toaldo (PRD), “vem dar vida, força, fomentar o comércio e, principalmente, o encontro das famílias”.

Eder Borges (PL), por sua vez, avaliou que as pautas do motociclismo, do rock and roll e da cerveja artesanal são complementares. Angelo Vanhoni (PT) falou da origem histórica do “signo de liberdade” da motocicleta e da música para os jovens durante o pós-guerra, na década de 1950.

Giorgia Prates - Mandata Preta (PT) questionou se o espaço público será ocupado “de forma política ou de forma democrática”, a exemplo de motocicletas de todos os portes e de grupos com diferentes valores. Líder da Oposição, Camilla Gonda (PSB) frisou a valorização da economia local, mas também ponderou sobre a democratização do espaço. “Moto é instrumento de trabalho também”, declarou.

“A maioria das vendas da João Negrão é para os motofretistas”, argumentou Tathiana Guzella sobre a valorização dos trabalhadores. Assim como Gonda e Prates, a coautora defendeu demandas da categoria profissional e dos motociclistas, a exemplo da segurança no trânsito. “Indiferente às cilindradas da moto, muitas vezes a motocicleta é seu meio de transporte, é seu meio de trabalho”, finalizou Olimpio Araujo Junior (PL).

*Notícia revisada pelo estudante de Letras Gabriel Kummer
Supervisão do estágio: Ricardo Marques