Curitiba debate a criação do Selo Empresa Amiga da Pessoa Idosa
O autor, Bruno Secco, deu exemplos de ações “simples, mas que fazem a maior diferença na vida de uma pessoa idosa”. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
Em primeiro turno unânime, o Plenário da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) concordou, na sessão desta segunda-feira (25), com a criação do Selo Empresa Amiga da Pessoa Idosa. O projeto de lei, de autoria do vereador Bruno Secco (Novo), busca reconhecer e incentivar boas práticas, sem criar imposições aos empresários, gastos aos cofres públicos ou despesas aos contribuintes.
Para a empresa requisitar a certificação digital, válida pelo período de dois anos, é necessário comprovar a adoção de ao menos uma prática voltada à inclusão da pessoa idosa. Entre os critérios previstos no projeto estão medidas de acessibilidade física, atendimento prioritário e adequado, oferta de informações claras e acessíveis, capacitação de funcionários para o atendimento respeitoso e humanizado, além de outras iniciativas que promovam bem-estar, autonomia e segurança (005.00793.2025).
Como exemplos de boas práticas para estimular uma cidade mais humana e acolhedora, o autor defendeu que as empresas podem adotar, na prática, “atitudes simples, mas que fazem a maior diferença na vida de uma pessoa idosa”. Ele elencou, entre tais ações, que farmácias podem oferecer letras maiores em orientações e cartazes; os mercados, capacitar seus funcionários para atender os idosos com mais paciência e respeito; e uma loja, simplificar contratos e outras informações para facilitar a compreensão daquilo que é comprado ou contratado.
Com 26 votos favoráveis na análise em primeiro turno, a matéria retorna à pauta, para a confirmação em Plenário, na próxima segunda (1º), uma vez que as sessões desta terça (26) e quarta-feira (27) recebem audiências públicas de prestação de contas do Executivo.
Vereadores reforçam para crescimento da população idosa
“Curitiba envelhece junto com o Brasil. Segundo dados do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], a população brasileira com 60 anos ou mais já ultrapassa 32 milhões de pessoas, representando aproximadamente 15,6% da população nacional. E essa transformação será ainda mais acelerada nos próximos anos. As projeções apontam que, já em 2030, o Brasil terá mais idosos do que crianças”, mencionou Bruno Secco.
“O selo não gera vínculo financeiro, trabalhista ou qualquer obrigação entre a Prefeitura e a empresa certificada”, acrescentou o vereador sobre o reconhecimento institucional “para que a gente avance na construção de uma Curitiba mais inclusiva, mais acolhedora e mais preparada para cuidar da nossa querida população idosa”. Além disso, ele salientou que a empresa certificada poderá obter engajamento em suas redes sociais.
Meri Martins (Republicanos) chamou a atenção à “realidade etária” e à necessidade de dar à população idosa, cada vez mais, “a condição de viver bem”. “A população de 60 anos ou mais supera o grupo de 0 a 14 anos na nossa cidade. Nós vamos cada vez envelhecer”, informou. “Em nossa sociedade, já houve uma inversão da pirâmide [etária]”, reforçou a vereadora Rafaela Lupion (PSD). Relatora da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ela pontuou que, assim como Curitiba já é referência em outras áreas, também poderá se destacar no respeito aos idosos.
“É importante que a gente valorize esses comércios, [...] que esta Casa tenha um olhar diferenciado”, observou a vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL), relatora do projeto de lei na Comissão de Comissão de Direitos Humanos, Defesa da Cidadania, Segurança Pública e Minorias. “Eu acredito que o incentivo às empresas a buscarem acessibilidade e o atendimento prioritário faz a diferença”, afirmou o líder do Governo, Serginho do Posto (PSD). A Sargento Tânia Guerreiro (Pode), por sua vez, elogiou a sensibilidade do autor por cuidar de quem muitas vezes é invisibilizado.
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