Após trocas partidárias, bloco Novo/PL é o maior da Câmara de Curitiba

por José Lázaro Jr. | Revisão: Gabriel Kummer* — publicado 09/04/2026 12h15, última modificação 09/04/2026 13h15
Reorganização das bancadas amplia grupo formado por Novo e PL para 10 vereadores, seguido pelos 9 parlamentares do bloco Podemos e União Progressista.
Após trocas partidárias, bloco Novo/PL é o maior da Câmara de Curitiba

Janela de mudanças partidárias alterou a correlação de forças políticas na Câmara de Curitiba. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

As mudanças partidárias registradas nas últimas semanas redesenharam a composição dos blocos parlamentares da Câmara Municipal de Curitiba (CMC). Com a nova configuração formalizada em 8 de abril, o bloco Novo/PL passou de 7 para 10 integrantes e se tornou o maior da Casa. No mesmo rearranjo, foi formado o bloco PODE/Federação União Progressista, com 9 vereadores, enquanto o PSD deixou de integrar um bloco ampliado e passou a atuar com bancada própria de 5 parlamentares.

No cenário divulgado pela Câmara no início de fevereiro, o maior bloco era o MDB/PDT/Republicanos, com 8 membros. Em seguida, havia três agrupamentos com 7 vereadores cada: Pode/PP, Novo/PL e PSD/Federação Renovação Solidária. Também figuravam a composição entre Federação Brasil da Esperança, PSB e Federação PSOL-Rede, com 5 parlamentares, e o bloco União/Agir, com 4 integrantes.

O antigo bloco PSD/Federação Renovação Solidária deixou de existir, assim como o bloco União/Agir, abrindo espaço para essa nova distribuição de forças no Legislativo.

Novo/PL amplia presença no plenário

O crescimento do bloco Novo/PL foi impulsionado pela migração de parlamentares entre as siglas. Eder Borges passou do PL para o Novo, Bruno Secco também se filiou ao Novo, enquanto Delegada Tathiana Guzella e João Bettega deixaram o União para se filiar ao PL. Com isso, o bloco passou a reunir 10 vereadores: Eder Borges, Guilherme Kilter, Indiara Barbosa, Amália Tortato e Bruno Secco, pelo Novo; Carlise Kwiatkowski, Delegada Tathiana Guzella, Fernando Klinger, João Bettega e Olimpio Araujo Junior, pelo PL. A liderança do grupo permaneceu com Eder Borges.

Ao comunicar sua filiação ao Novo, Eder Borges associou a mudança a uma aproximação ideológica já em curso entre as duas siglas. Segundo ele, o bloco entre PL e Novo vinha sendo “trabalhado desde o início desta legislatura” e se consolidou “por uma identificação partidária, por uma identificação ideológica”. Na mesma fala, o vereador afirmou que “o Novo e o PL foram ficando cada vez mais próximos” e celebrou o avanço conjunto das duas legendas na política paranaense.

Bruno Secco, por sua vez, justificou a filiação ao Novo em termos de afinidade programática. Ao saudar os integrantes do bloco, disse que estava “muito feliz com essa filiação ao Partido Novo”, que definiu como “um partido maravilhoso, coerente, muito alinhado com o que eu acredito, com os meus ideais”. Também classificou o grupo recém-ampliado como “o maior bloco desta Casa” e o descreveu como um espaço “coerente, conservador, de direita autêntica, convicta”.

Além de se tornar o maior bloco parlamentar da Câmara de Curitiba, a reorganização consolidou Novo e PL também como bancadas partidárias de 5 membros cada. Na bancada do Novo, a liderança ficou com Indiara Barbosa. No PL, o líder é Fernando Klinger.

Novo arranjo reúne Podemos e União Progressista

A segunda principal mudança foi a formalização do bloco PODE/Federação União Progressista, com 9 vereadores. A nova composição reúne Pier Petruzziello, Lórens Nogueira, Nori Seto, Andressa Bianchessi e Toninho da Farmácia, pela Federação União Progressista, além de Renan Ceschin, Leonidas Dias, Sargento Tania Guerreiro e Da Costa, pelo Podemos. A liderança ficou com Pier Petruzziello, tendo Sargento Tania Guerreiro como 1ª vice-líder e Toninho da Farmácia como 2º vice-líder.

Esse arranjo incorpora parte das mudanças partidárias recentes. Toninho da Farmácia deixou o PSD e foi para o União, legenda que compõe a Federação União Progressista. Da Costa, que já havia trocado o União pelo Podemos, também aparece na nova configuração. Com isso, o bloco que antes reunia apenas Pode e PP, com 7 integrantes, foi ampliado para 9 vereadores.

Entre os vereadores que mudaram de partido, Sidnei Toaldo afirmou ter tomado a decisão “depois de uma boa conversa, entendimentos, reflexões com a equipe, com a família” e disse que, após deixar o PRD, optou pelo Avante, presidido por Alex Canziani, “por uma série de situações”. Na mesma manifestação, acrescentou que “o partido quem o faz é o político; são as pessoas que estão lá dentro”, vinculando a escolha ao ano eleitoral e ao ambiente de polarização política. No quadro atualizado, o vereador passou a liderar a bancada unipessoal do Avante.

Fora de blocos, PSD tem bancada própria

Se até o mês passado Toninho da Farmácia liderava o bloco PSD/Federação Renovação Solidária, com 7 vereadores, em abril o partido aparece apenas como bancada, com 5 membros: Beto Moraes, Rafaela Lupion, Serginho do Posto, Tico Kuzma e Zezinho Sabará. A liderança da bancada ficou com Beto Moraes, tendo Rafaela Lupion como 1ª vice-líder e Serginho do Posto como 2º vice-líder.

A mudança reduz o peso do PSD na composição dos blocos parlamentares, embora o partido preserve espaço institucional na liderança do Governo. Conforme o quadro atualizado, Serginho do Posto continua como líder do Executivo na Câmara, com Jasson Goulart e Rafaela Lupion nas vice-lideranças. Na Oposição, Camilla Gonda segue como líder, com Professora Angela e Angelo Vanhoni como vice-lideranças.

*Notícia revisada pelo estudante de Letras Gabriel Kummer
Supervisão do estágio: Ricardo Marques