É lei: em Curitiba, Selo Pet Seguro começa a valer em agosto

por Pedritta Marihá Garcia | Revisão: Gabriel Kummer* — publicado 18/05/2026 08h30, última modificação 12/05/2026 16h05
Pela nova legislação, a concessão da certificação terá validade de dois anos, com possibilidade de renovação.
É lei: em Curitiba, Selo Pet Seguro começa a valer em agosto

A lei cria o selo para reconhecer pet shops que utilizem câmeras de vigilância em áreas de atendimento e cuidados com animais. (Foto: Canva)

A lei que institui o Selo Pet Seguro em Curitiba foi sancionada no último dia 30. A proposta busca incentivar a instalação de câmeras de segurança em pet shops, estabelecimentos que oferecem serviços de banho, tosa e outros cuidados estéticos ou veterinários a animais domésticos de pequeno e médio porte. A norma, no entanto, passa a valer apenas em agosto.


A lei foi aprovada pela Câmara de Curitiba no mês passado. De acordo com seu texto, poderão receber o Selo Pet Seguro os estabelecimentos que tiverem ampla cobertura das áreas de banho e tosa, além dos espaços de hospedagem dos animais, quando existentes, por meio de sistema de monitoramento por vídeo. 

A lei municipal 16.709/2026 exige que as imagens sejam armazenadas por, no mínimo, 10 dias. Em caso de denúncia de maus-tratos, o material deverá ser disponibilizado imediatamente à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) para averiguação. A concessão do Selo Pet Seguro terá validade de dois anos, com possibilidade de renovação.

Selo Pet Seguro foi defendido como incentivo à proteção animal

Na votação em primeiro turno, a vereadora Meri Martins (Republicanos), autora da proposta, destacou que a criação do Selo Pet Seguro tem como finalidade incentivar a instalação de câmeras de monitoramento em clínicas veterinárias, pet shops, hospitais veterinários e estabelecimentos similares, abrangendo áreas de atendimento, internação e hospedagem de animais. Em plenário, ela ressaltou que a medida promove maior transparência e fortalece a confiança entre tutores e instituições, especialmente quando os animais permanecem por períodos extensos sob cuidados.

Selo Pet Seguro: incentivo à instalação de câmeras passa em 1º turno

O debate também destacou o crescimento da preocupação da população com o bem-estar animal e a necessidade de mecanismos que contribuam para prevenir maus-tratos e garantir mais segurança aos tutores. Vereadores e vereadoras que participaram da discussão destacaram que o selo tem caráter de incentivo, não sendo obrigatório, e funciona como um reconhecimento aos estabelecimentos que adotam práticas de proteção e monitoramento dos animais durante atendimentos e procedimentos.

A lei 16.709/2026 foi publicada no Diário Oficial do Município em 30 de abril. O período de vacância é de 90 dias, ou seja, os pet shops que tiverem interesse em pleitear a certificação terão até agosto para se adaptar à legislação. Veja abaixo o que diz a Lei do Selo Pet Seguro: 

ASPECTOO QUE DIZ A LEI DO SELO PET SEGURO
Objetivo da lei Criar o selo “Pet Seguro” para reconhecer pet shops que utilizem câmeras de vigilância em áreas de atendimento e cuidados com animais.
Quem pode receber o selo Estabelecimentos que prestem serviços de banho, tosa, hospedagem e outros cuidados estéticos ou veterinários para animais domésticos.
Instalação de câmeras As câmeras deverão garantir ampla cobertura dos locais onde os animais são manipulados.
Áreas obrigatórias

O monitoramento deverá abranger: 

áreas de banho e tosa; 
locais de hospedagem de animais, quando houver.

Armazenamento das imagens As gravações deverão ser mantidas por pelo menos 10 dias.
Proteção das imagens A lei proíbe manipulação indevida ou compartilhamento sem autorização dos responsáveis pelos animais, salvo determinação judicial.
Denúncias de maus-tratos Em caso de suspeita de maus-tratos, as imagens deverão ser disponibilizadas imediatamente à Secretaria Municipal do Meio Ambiente para averiguação.
Validade do selo O selo terá validade mínima de 2 anos e poderá ser renovado indefinidamente, conforme regulamentação.

*Notícia revisada pelo estudante de Letras Gabriel Kummer
Supervisão do estágio: Ricardo Marques