{"provider_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br", "title": "Vereadora quer criar frente pela cidadania GLBT ", "html": "<div align=\"justify\"><span>Os direitos humanos dos gays, l\u00e9sbicas, travestis e transexuais foram discutidos em semin\u00e1rio realizado na C\u00e2mara de Curitiba, nesta quinta-feira (4), sob o comando da vereadora Professora Josete (PT). A parlamentar disse que sua inten\u00e7\u00e3o \u00e9 fazer do espa\u00e7o legislativo local democr\u00e1tico que supere e se sensibilize com os direitos humanos. \u201cComo professora e vereadora, ocupo este espa\u00e7o por conta dos meus projetos pol\u00edticos e tento nortear meu mandato seguido este princ\u00edpio.\u201d Josete adiantou que pretende criar a Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT em Curitiba, no ano que vem.<br />A homofobia, avers\u00e3o ou \u00f3dio irracional aos homossexuais, foi abordada por M\u00e1rcio Marins, presidente do Grupo Dom da Terra, que revelou que, em pesquisa realizada em 14 capitais brasileiras, 39,6% dos meninos e 15,8% das meninas n\u00e3o gostariam de ter como colega de classe um homossexual. Tamb\u00e9m 35,2% dos pais s\u00e3o contr\u00e1rios \u00e0 id\u00e9ia. O conhecimento sobre o homossexualismo igualmente ficou longe do esperado. Apenas 40,5% dos professores e 30,4% dos pais dizem ter algum entendimento sobre o assunto. <br />M\u00e1rcio explicou as atividades de entidades brasileiras e as a\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias, como aprova\u00e7\u00f5es de leis pelo Congresso Nacional e alguns direitos a serem assegurados, como os previdenci\u00e1rios, pens\u00e3o, imigra\u00e7\u00e3o, casamento, uni\u00e3o est\u00e1vel, financiamento, aluguel de im\u00f3veis, programas familiares, guarda de filhos, ado\u00e7\u00e3o, heran\u00e7a, entre outros. Alguns avan\u00e7os foram lembrados, como aprova\u00e7\u00f5es de leis antidiscriminat\u00f3rias em Estados e munic\u00edpios brasileiros e mais de 20 pa\u00edses que j\u00e1 reconheceram a uni\u00e3o est\u00e1vel entre pessoas do mesmo sexo. <br />As formas de viol\u00eancia e discrimina\u00e7\u00e3o foram abordadas do ponto de vista psicol\u00f3gico por Ana Carolina Ribeiro e, legalmente, por Caprice Jacewicz, ambas do Centro de Refer\u00eancia GLBT Jo\u00e3o Ant\u00f4nio Mascarenhas. Desde fevereiro deste ano, foram realizados 218 atendimentos. A maioria dos atendimentos jur\u00eddicos, 34%, foram orienta\u00e7\u00f5es a respeito da uni\u00e3o est\u00e1vel entre pessoas do mesmo sexo, seguido dos atendimentos sobre viol\u00eancia e discrimina\u00e7\u00e3o, 21%; orienta\u00e7\u00f5es sobre benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, vistos de perman\u00eancia de companheiro estrangeiro, mudan\u00e7a de nome e sexo no registro civil, entre outros. A maioria dos casos de viol\u00eancia ou discrimina\u00e7\u00e3o, 21%, ocorrem no ambiente de trabalho, seguidos de situa\u00e7\u00f5es discriminat\u00f3rias nas ruas, com 18%, e na pr\u00f3pria resid\u00eancia, 16%. Quanto aos atendimentos psicol\u00f3gicos, pode ser constatada maior demanda relacionada a apoio e orienta\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas referentes a situa\u00e7\u00f5es de ang\u00fastia e crise. <br />Para a Professora Josete, se o que prega a Constitui\u00e7\u00e3o Federal quanto \u00e0 igualdade entre todos fosse cumprido, o preconceito n\u00e3o existiria. Informou que os avan\u00e7os obtidos na legisla\u00e7\u00e3o brasileira foram conseguidos atrav\u00e9s de lutas e mobiliza\u00e7\u00f5es e lamentou que sejam muito recentes, quando poderiam estar em vigor h\u00e1 mais tempo. A inten\u00e7\u00e3o da parlamentar, em seu mandato, \u00e9 articular interven\u00e7\u00f5es em todas as esferas de poder, para garantir, o quanto antes, a defesa dos direitos e principalmente a sensibiliza\u00e7\u00e3o dos servidores p\u00fablicos da sa\u00fade e da educa\u00e7\u00e3o. Entre suas propostas, est\u00e1 o incentivo \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de projetos pela cidadania GLBT, realiza\u00e7\u00e3o de cursos voltados \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de servidores e parlamentares municipais e cria\u00e7\u00e3o de proposi\u00e7\u00f5es legislativas sobre direito e discrimina\u00e7\u00e3o por orienta\u00e7\u00e3o sexual. <br /><strong>Hist\u00f3ria</strong><br />Na cultura hebraica, qualquer ato sexual n\u00e3o voltado para a procria\u00e7\u00e3o era proibido. Ao contr\u00e1rio, na Gr\u00e9cia, era permitida a rela\u00e7\u00e3o entre homens mais velhos e adolescentes. No mesmo pa\u00eds, estava localizada a Ilha de L\u00e9sbos, que reunia muitas mulheres que se relacionavam entre si; da\u00ed a origem da denomina\u00e7\u00e3o \u201cl\u00e9sbica\u201d. J\u00e1 em Roma, a homossexualidade n\u00e3o era reprovada, mas havia regras de quem deveria ser ativo ou passivo. Na inquisi\u00e7\u00e3o portuguesa, homossexuais eram queimados em fogueira ou enviados para col\u00f4nias portuguesas na \u00c1frica. Na Inglaterra e Estados Unidos, eram queimados ou enforcados. Durante o nazismo, cerca de 200 mil homossexuais foram mortos no holocausto. Atualmente, em alguns pa\u00edses, a pena de morte \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o para a homossexualidade. Os ensinamentos de S\u00e3o Paulo, Santo Agostinho e S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino, todos contr\u00e1rios ao relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, foram incorporados \u00e0 doutrina crist\u00e3. </span></div>", "author_name": "", "version": "1.0", "author_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br/author/assessoria.comunicacao", "provider_name": "Portal da C\u00e2mara Municipal de Curitiba", "type": "rich"}