{"provider_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br", "title": "Vereadora denuncia suspeita de fraude em vota\u00e7\u00e3o", "html": "<p><span>A vereadora Julieta Reis (DEM) entregou ao presidente da C\u00e2mara Municipal de Curitiba, Ailton Ara\u00fajo (PSC), nesta ter\u00e7a-feira (5), <a href=\"http://www.cmc.pr.gov.br/anexo.php?anexo=26299\" target=\"_blank\">den\u00fancia</a> em que pede apura\u00e7\u00e3o do resultado de uma vota\u00e7\u00e3o realizada na \u00faltima quinta-feira (31). Segundo ela, na vota\u00e7\u00e3o de uma emenda ao projeto de lei que reajustou o sal\u00e1rio dos servidores municipais, seu voto foi registrado, mas ela n\u00e3o estava no plen\u00e1rio. \u201cQuando retornei \u00e0 sess\u00e3o no per\u00edodo da tarde \u2013 e eu me atrasei pois tinha um compromisso no hor\u00e1rio do almo\u00e7o \u2013 me cobraram pelo meu voto, mas eu disse que n\u00e3o estava presente. Al\u00e9m disso, eu era contra aquela emenda\u201d, explicou.<br /><br />A emenda a que a vereadora se refere (<a href=\"http://www.cmc.pr.gov.br/wspl/sistema/ProposicaoDetalhesForm.do?select_action=&amp;pro_id=302995\" target=\"_blank\">032.00007.2016</a>) pretendia abonar faltas de servidores que participaram de paralisa\u00e7\u00f5es durante os anos de 2014 e 2015. A proposta acabou rejeitada com <a href=\"http://www.cmc.pr.gov.br/anexo.php?anexo=26297\" target=\"_blank\">14 votos contr\u00e1rios e 12 a favor</a>, inclu\u00eddo o voto de Julieta Reis (<a href=\"http://www.cmc.pr.gov.br/ass_det.php?not=26199#&amp;panel1-1\" target=\"_blank\">leia mais</a>). Na den\u00fancia, a parlamentar pede que sejam tomadas \u201cprovid\u00eancias para o efetivo cumprimento do Regimento Interno da Casa\u201d. <br /><br />\u201c\u00c9 uma falta grave e eu pedi que esse voto n\u00e3o seja considerado. Nosso C\u00f3digo de \u00c9tica tem que ser cumprido. N\u00e3o podemos ser coniventes com a falta de decoro parlamentar\u201d, disse Julieta na sess\u00e3o de hoje. O artigo oitavo do C\u00f3digo de \u00c9tica determina como procedimento pun\u00edvel com a perda do mandato, a fraude, por qualquer meio ou forma, ao regular andamento dos trabalhos legislativos para alterar o resultado das vota\u00e7\u00f5es.<br /><br /><strong>Reportagem</strong><br />O caso veio \u00e0 tona nesta segunda-feira (4) quando foi veiculada reportagem na imprensa com imagens do momento da vota\u00e7\u00e3o. Elas sugerem que o vereador Valdemir Soares (PRB), que senta ao lado de Julieta Reis, teria supostamente votado em seu lugar. Diante das imagens, o parlamentar negou \u00e0 imprensa a acusa\u00e7\u00e3o, disse que elas n\u00e3o provavam que ele votou pela parlamentar e que aquele era o jeito que ele costuma se levantar da cadeira. \u201cSe houve algum erro, foi na quest\u00e3o t\u00e9cnica\u201d, declarou. Valdemir Soares n\u00e3o compareceu \u00e0 sess\u00e3o de hoje.<br /><br />Tamb\u00e9m em entrevista \u00e0 imprensa, o presidente da Casa, Ailton Araujo, informou que a den\u00fancia ser\u00e1 enviada para a corregedora da C\u00e2mara, Noemia Rocha (PMDB), que ir\u00e1 se manifestar quanto ao recebimento da den\u00fancia. \u201cN\u00e3o vamos passar a m\u00e3o na cabe\u00e7a de ningu\u00e9m, pois est\u00e1 em jogo a honestidade, o comportamento dos vereadores, que exercem seus mandatos em nome da popula\u00e7\u00e3o. Cada um aqui n\u00e3o fala em seu nome, mas representa ao menos 25 mil eleitores\u201d, completou.<br /><br />\u201cAs imagens mostram que a vereadora n\u00e3o estava em sua bancada, ent\u00e3o de onde surgiu esse voto? Cabe a n\u00f3s investigar e da\u00ed, em cima de fatos, e n\u00e3o de suposi\u00e7\u00f5es, tomar as provid\u00eancias necess\u00e1rias. Vamos cumprir estritamente as normas, sem deixar brechas para o infrator\u201d, completou Ara\u00fajo. O presidente recha\u00e7ou a possibilidade de falha t\u00e9cnica e garantiu que o sistema vem sendo usado sem problemas ou contesta\u00e7\u00f5es de quem quer que seja. <br /><br /><strong>Tr\u00e2mite</strong><br />Conforme o C\u00f3digo de \u00c9tica, ap\u00f3s o recebimento da den\u00fancia, a Mesa Diretora tem prazo de cinco dias \u00fateis para, no caso de apura\u00e7\u00e3o de fato pun\u00edvel com a perda do mandato, instaurar os procedimentos de apura\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o determinados pelo Decreto-Lei 201/1967. J\u00e1 a corregedora ter\u00e1 outros cinco dias para se manifestar (<a href=\"http://www.cmc.pr.gov.br/img2.php?foto=42068&amp;amp=false\" target=\"_blank\">confira o infogr\u00e1fico do procedimento</a>). <br /><br />Esgotados estes prazos, na primeira sess\u00e3o plen\u00e1ria posterior, o presidente levar\u00e1 a den\u00fancia ao plen\u00e1rio, que decidir\u00e1 por maioria simples pelo seu recebimento. Havendo o recebimento, ser\u00e1 formada uma comiss\u00e3o processante com tr\u00eas vereadores, mediante sorteio, que eleger\u00e3o presidente e relator do colegiado.<br /><br />Recebido o processo, o presidente da comiss\u00e3o ter\u00e1 cinco dias para notificar o denunciado que, por sua vez, ter\u00e1 outros 10 dias para apresentar sua defesa. Encerrado o prazo de defesa, a comiss\u00e3o ter\u00e1 cinco dias para opinar pelo prosseguimento ou arquivamento da den\u00fancia. Caso a decis\u00e3o seja pelo arquivamento, ela deve ser referendada pelo plen\u00e1rio. Se a comiss\u00e3o decidir pelo prosseguimento das investiga\u00e7\u00f5es, o presidente determinar\u00e1 que seja iniciada a fase de instru\u00e7\u00e3o, determinando os atos necess\u00e1rios para o depoimento do denunciado e a inquiri\u00e7\u00e3o das testemunhas.<br /><br />Conclu\u00edda a fase de instru\u00e7\u00e3o ser\u00e1 aberto prazo de cinco dias para vista do processo ao denunciado. Na sequ\u00eancia, a comiss\u00e3o processante dever\u00e1 emitir seu parecer final, pela proced\u00eancia ou improced\u00eancia da acusa\u00e7\u00e3o e solicitar que o presidente da C\u00e2mara marque a sess\u00e3o de julgamento. Para que o vereador seja afastado em definitivo \u00e9 necess\u00e1rio o voto de pelo menos dois ter\u00e7os dos vereadores. O\u00a0 Decreto-Lei 201/1967 determina que todo o processo deve ser conclu\u00eddo em 90 dias contados a partir da notifica\u00e7\u00e3o do acusado. Transcorrido o prazo sem o julgamento, o processo deve ser arquivado, sem preju\u00edzo de nova den\u00fancia, ainda que sobre os mesmos fatos.<br /><br /><strong>Nulidade</strong><br />Durante a sess\u00e3o, Jorge Bernardi (Rede) chegou a pedir a anula\u00e7\u00e3o da vota\u00e7\u00e3o do projeto lei que pode ter tido a vota\u00e7\u00e3o fraudada. \u201cEntendo que a vota\u00e7\u00e3o do projeto est\u00e1 viciada, portanto \u00e9 nula\u201d, argumentou. Ailton Ara\u00fajo solicitou que o requerimento fosse feito por escrito, mas depois disse \u00e0 imprena que n\u00e3o via raz\u00f5es para anular a vota\u00e7\u00e3o. \u201cOs votos s\u00e3o abertos e n\u00e3o foram contestados. Al\u00e9m disso, o voto de Julieta Reis n\u00e3o alteraria o resultado da vota\u00e7\u00e3o\u201d, esclareceu.</span></p>", "author_name": "", "version": "1.0", "author_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br/author/assessoria.comunicacao", "provider_name": "Portal da C\u00e2mara Municipal de Curitiba", "type": "rich"}