{"provider_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br", "title": "Vereador prop\u00f5e volta do \"escambo\"", "html": "<p><span>\u201cFica institu\u00edda a Economia Colaborativa no \u00e2mbito do bairro Cidade Industrial de Curitiba.\u201d \u00c9 o que prop\u00f5e um projeto de lei (<a href=\"http://www.cmc.pr.gov.br/wspl/sistema/ProposicaoDetalhesForm.do?select_action=&amp;pro_id=320985\" target=\"_blank\">005.00108.2017</a>) de autoria do vereador Toninho da Farm\u00e1cia (PDT), que define Economia Colaborativa como a troca de bens e servi\u00e7os, sem a utiliza\u00e7\u00e3o de moeda que tenha valor de compra e venda (o que \u00e9 comumente conhecido como escambo).<br /><br />\u201cA crise econ\u00f4mica que atinge o mundo obrigou as pessoas a otimizarem aquilo que j\u00e1 foi produzido, podendo se tornar neg\u00f3cio. Assim, diversas denomina\u00e7\u00f5es vem sendo dadas para a simples troca de bens e servi\u00e7os que atendem \u00e0s necessidades mais urgentes de comunidades inteiras\u201d, argumenta o propositor.<br /><br />Para ele, a ideia \u00e9 otimizar a economia. \u201cCite-se o exemplo do sapateiro que pode estilizar um par de sapatos ou um t\u00eanis e troc\u00e1-los por cadeiras. Tanto ele como o marceneiro que produziu as cadeiras fazem neg\u00f3cio, sem o uso de moeda corrente. Se a mulher que produz p\u00e3es precisa comprar os livros para os filhos, poder\u00e1 trocar sua produ\u00e7\u00e3o e levar os livros usados para casa. Tamb\u00e9m o pedreiro pode trocar servi\u00e7os com o pintores, com o encanador e vice-versa.\u201d<br /><br />Segundo a proposta, as atividades ser\u00e3o organizadas pelas institui\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos e uma vez ao m\u00eas, preferencialmente aos s\u00e1bados. \u201cO importante \u00e9 que a organiza\u00e7\u00e3o e o cadastramento sejam realizados por entidades que tenham a condi\u00e7\u00e3o de identificar neg\u00f3cio e, por consequ\u00eancia, conhe\u00e7am o potencial de cada interessado\u201d, explica. <br /><br />Poder\u00e3o fazer parte das transa\u00e7\u00f5es da Economia Colaborativa as pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas que disponham de bens e servi\u00e7os e que previamente se cadastrem e desenvolvam suas atividades no \u00e2mbito da CIC. \u201cOs bens e servi\u00e7os devem ser de uso e utiliza\u00e7\u00e3o conhecidos, que n\u00e3o prejudiquem a sa\u00fade das pessoas e n\u00e3o infrinjam leis e costumes\u201d, frisa o texto.<br /><br />\u201cH\u00e1 que se dizer que os recursos naturais envolvidos na produ\u00e7\u00e3o de bens est\u00e3o se esgotando e que a energia, a \u00e1gua e outros elementos j\u00e1 utilizados para a produ\u00e7\u00e3o de bens, podem ser reaproveitados e se transformar em neg\u00f3cio\u201d, alega Toninho.<br /><br /><strong>Tramita\u00e7\u00e3o</strong><br />Com a leitura no pequeno expediente de uma sess\u00e3o plen\u00e1ria (que desta proposta foi realizada no dia 8 de fevereiro) o projeto de lei come\u00e7a a tramitar na C\u00e2mara de Curitiba. Primeiro a mat\u00e9ria recebe uma instru\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica da Procuradoria Jur\u00eddica e depois segue para as comiss\u00f5es tem\u00e1ticas do Legislativo. Durante a an\u00e1lise dos colegiados, podem ser solicitados estudos adicionais, juntada de documentos faltantes, revis\u00f5es no texto ou o posicionamento de outros \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos afetados pelo teor do projeto. Depois de passar pelas comiss\u00f5es, o projeto segue para o plen\u00e1rio e, se aprovado, para san\u00e7\u00e3o do prefeito para virar lei. <br /></span></p>", "author_name": "", "version": "1.0", "author_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br/author/assessoria.comunicacao", "provider_name": "Portal da C\u00e2mara Municipal de Curitiba", "type": "rich"}