{"provider_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br", "title": "Vereador pede mais discuss\u00e3o sobre metr\u00f4 ", "html": "<div align=\"justify\"><span>A abertura do processo licitat\u00f3rio da Linha Azul do metr\u00f4 curitibano, ocorrida em audi\u00eancia p\u00fablica na noite desta ter\u00e7a-feira (15), motivou novos debates entre vereadores da C\u00e2mara Municipal, durante a sess\u00e3o plen\u00e1ria desta quarta-feira (16). O l\u00edder de oposi\u00e7\u00e3o, vereador Jonny Stica (PT), arquiteto e urbanista, levantou algumas quest\u00f5es sobre a escolha do tra\u00e7ado do novo sistema de transporte a ser implantado na cidade. </span><br /><span>O parlamentar fez avalia\u00e7\u00f5es e comparativos entre benef\u00edcios e preju\u00edzos dos dois tipos de tra\u00e7ado: um o retil\u00edneo, escolhido pela prefeitura, de sobreposi\u00e7\u00e3o ao sistema atual do \u00f4nibus biarticulado, e outro, o circular, compreendendo um tra\u00e7ado que contemplasse a integra\u00e7\u00e3o de terminais com o centro da cidade, passando por \u201c\u00e1reas que historicamente n\u00e3o t\u00eam prefer\u00eancia na destina\u00e7\u00e3o de recursos do planejamento urbano de Curitiba\u201d. </span><br /><span>O debate iniciado por ele na tribuna foi apoiado pelos vereadores Pedro Paulo e Professora Josete, do PT, e contraposto pelos vereadores Jair C\u00e9zar (PSDB) e Julieta Reis (DEM). O l\u00edder interino do prefeito na Casa, Serginho do Posto (PSDB), interferiu, esclarecendo que, al\u00e9m desta audi\u00eancia do processo licitat\u00f3rio, acontecer\u00e3o outras, onde a quest\u00e3o poder\u00e1 ser novamente abordada. </span><br /><span><strong>Tra\u00e7ados</strong></span><br /><span>Jonny Stica fez quest\u00e3o de deixar claro que \u00e9 a favor da implanta\u00e7\u00e3o do sistema, mas que o debate serve para aprimorar a funcionalidade do novo modal. O tra\u00e7ado de sobreposi\u00e7\u00e3o atenderia, na opini\u00e3o do vereador, um n\u00famero menor de crit\u00e9rios que o tra\u00e7ado circular, uma vez que, para este, \u201c\u00e9 necess\u00e1rio definir um tra\u00e7ado que integre a cidade como um todo, unindo seus diversos terminais, passando por setores de grande densidade populacional que s\u00e3o desprovidos de infraestrutura (como \u00e9 o caso do setor sudoeste da regi\u00e3o sul), com \u00e1reas diferentes daquelas que est\u00e3o desenvolvidas e consolidadas\u201d.</span><br /><span>A fala de Stica incluiu argumenta\u00e7\u00f5es levantadas pelo Instituto Brasileiro de Arquitetura e pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo. A principal delas questiona a realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas de deslocamento de usu\u00e1rios, moradores e trabalhadores entre origem e destino, n\u00e3o apenas entre bairros da capital, mas tamb\u00e9m com os munic\u00edpios da regi\u00e3o metropolitana. \u201cHistoricamente, desde a d\u00e9cada de 60, o eixo Norte-Sul recebe investimentos p\u00fablicos, prioritariamente, configurando um sistema retil\u00edneo de desenvolvimento para a cidade, fundamentado pela indu\u00e7\u00e3o do crescimento num eixo que n\u00e3o sofria tanto pelas enchentes e que poderia comportar maior densidade\u201d, explicou o parlamentar, na avalia\u00e7\u00e3o retrospectiva que fez sobre a escolha para o tra\u00e7ado do metr\u00f4. Contudo, Stica afirmou que, \u201cda \u00e9poca para agora, bairros como S\u00edtio Cercado e Boqueir\u00e3o, onde moram contribuintes que tamb\u00e9m pagam os mesmos impostos, ficam aqu\u00e9m de planejamento e investimento igualit\u00e1rios\u201d. </span><br /><span>O vereador tamb\u00e9m avaliou o crescimento da motoriza\u00e7\u00e3o individual de Curitiba, que ocorre num ritmo de 50 mil novos carros por ano. Essa acelera\u00e7\u00e3o vai resultar num universo de mais de 500 mil ve\u00edculos em dez anos, rodando e transformando o tr\u00e2nsito \u201cem toda a cidade, ou seja, de forma circular, e n\u00e3o retil\u00ednea\u201d. </span><br /><span><strong>Debate</strong> </span><br /><span>Para os vereadores Pedro Paulo e Professora Josete, \u201co momento exige diferencia\u00e7\u00e3o de planejamentos pontuais, para os de m\u00e9dio e longo prazos, principalmente se levados em considera\u00e7\u00e3o os efeitos de conurba\u00e7\u00e3o que caracterizam a regi\u00e3o metropolitana com mais de 3 milh\u00f5es de habitantes\u201d.</span><br /><span>Para os vereadores Julieta Reis e Jair C\u00e9zar, que acompanharam a audi\u00eancia da prefeitura, o tra\u00e7ado j\u00e1 foi amplamente discutido em 10 de mar\u00e7o de 2011, quando a audi\u00eancia p\u00fablica realizada com o Ippuc avaliou os impactos do metr\u00f4 e a quest\u00e3o ambiental da cidade. Julieta Reis disse que o Minist\u00e9rio das Cidades esteve envolvido no processo e que \u201cfoi considerado o Plano Diretor de Curitiba, junto com o sistema de Rede Integrada de Transporte (RIT)\u201d.</span></div>", "author_name": "", "version": "1.0", "author_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br/author/assessoria.comunicacao", "provider_name": "Portal da C\u00e2mara Municipal de Curitiba", "type": "rich"}