{"provider_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br", "title": "Semin\u00e1rio debate inclus\u00e3o social da pessoa surda  ", "html": "<div align=\"justify\"><span>Com o objetivo de implementar pol\u00edticas p\u00fablicas que atendam as necessidades das pessoas com defici\u00eancias auditivas foi realizado nesta sexta-feira (07), no audit\u00f3rio do Anexo II da C\u00e2mara de Curitiba, semin\u00e1rio proposto pelo gabinete do vereador Tito Zeglin (PDT). Para o parlamentar, \u00e9 muito importante discutir as formas de ajudar este segmento da sociedade, atrav\u00e9s de pol\u00edticas concretas que venham ao encontra do anseio das pessoas. \"S\u00f3 podemos fazer isso ouvindo os surdos para conhecermos suas reais necessidades para elabora\u00e7\u00e3o de legisla\u00e7\u00e3o adequada. Como a inclus\u00e3o no mercado de trabalho, por exemplo. Com este conhecimento, poderemos apresentar sugest\u00f5es nas esferas municipal, estadual e federal. \u00c9 primordial come\u00e7ar a caminhada para fazer alguma coisa concreta e propiciar a estas pessoas melhor qualidade de vida\", afirmou o parlamentar. <br /> Para a presidente do Centro de Apoio ao Surdo \u2013CAS Curitiba, Rosana de Oliveira, \"este \u00e9 um momento muito importante para a conscientiza\u00e7\u00e3o de toda a sociedade, pois todos os portadores de necessidades especiais devem receber a mesma oportunidade das pessoas ditas normais do acesso ao trabalho passando pelo lazer e cultura. Neste sentido precisamos ser mais velozes. Precisamos de novo paradigma de educa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos mais ter a vis\u00e3o de que o aluno com defici\u00eancia auditiva \u00e9 um problema a ser sanado, mas sim, a id\u00e9ia de que \u00e9 um aluno com uma cultura diferente, e que se faz urgente adequ\u00e1-los \u00e0 sociedade\", afirmou Oliveira. Ressaltou, ainda, que a lei federal 10.436 de abril de 2002 oficializou a Libra (linguagem de sinais) como linguagem brasileira dos surdos. <br /> <strong>Preven\u00e7\u00e3o </strong><br /> J\u00e1, o otorrinolaringologista e professor da Universidade Federal do Paran\u00e1, Rog\u00e9rio Hamerschmidt falou sobre a import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o, que tem in\u00edcio na gravidez e no nascimento da crian\u00e7a, fazendo-se exames como o teste da orelhinha, que segundo o m\u00e9dico, deveria ser obrigat\u00f3rio em todos os hospitais. \"Mesmo a surdez total pode ser revertida para audi\u00e7\u00e3o normal quando detectado no rec\u00e9m-nascido\". Hamerschmidt alertou que a exposi\u00e7\u00e3o de ru\u00eddos intensos, medicamentos, anestesias e cirurgias s\u00e3o as principais causas que podem levar \u00e0 surdez na idade adulta. O especialista apresentou, ainda, as v\u00e1rias formas de tratamento, como pr\u00f3teses auditivas, al\u00e9m do implante de coclear, conhecido como o ouvido bi\u00f4nico, que, hoje, \u00e9 realizado apenas em Campinas, em S\u00e3o Paulo, e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Como m\u00e9dico do Hospital das Cl\u00ednicas, disse que est\u00e1 tentando fazer com que esse implante possa ser feito aqui tamb\u00e9m, uma vez que o HC \"\u00e9 o maior patrim\u00f4nio em termos de sa\u00fade do Pa\u00eds.\" Segundo Hamerschmidt, o implante custa cerca de R$ 60 mil, e \u00e9 pago pelo SUS (Sistema \u00danico de Sa\u00fade). \"Precisamos criar condi\u00e7\u00f5es para que as pessoas tenham vida normal\", concluiu. <br /> Para a assistente social, Roseclelia Malucelli Borne, do Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o Sidney Ant\u00f4nio \u2013 Cresa, da Universidade Tuiuti, que abordou o tema \"Inclus\u00e3o do surdo ao mercado de trabalho\" \u00e9 preciso que toda a sociedade fa\u00e7a grande esfor\u00e7o no sentido de incluir essas pessoas no mercado de trabalho e o processo de cotas, criado por lei federal, ajudou bastante. \"Mas, precisamos retirar todas as barreiras, permitindo que usufruam dos bens sociais a quem tem direito e o momento \u00e9 oportuno\" afirmou Borne. <br /> <strong>Comunica\u00e7\u00e3o </strong><br /> Na primeira palestra da tarde, a fonoaudi\u00f3loga Silvania Maia Silva Dias comentou as formas de comunica\u00e7\u00e3o mais comuns usadas pelos surdos: gestualismo, oralismo, comunica\u00e7\u00e3o total e biling\u00fcismo, assim como a hist\u00f3ria do surgimento da linguagem por sinais. Com as duas grandes guerras mundiais, muitos homens combatentes tornaram-se surdos durante a batalha, por causa das bombas. Assim, os Estados Unidos come\u00e7aram a aperfei\u00e7oar e criar alternativas para a comunica\u00e7\u00e3o dos surdos, expandindo para os demais pa\u00edses. <br /> Silvania \u00e9 a favor de priorizar a fala do surdo, sem deixar de lado os sinais. Para ela, o ciclo ling\u00fc\u00edstico de sinais se completa com a fala. O surdo tem como l\u00edngua-m\u00e3e os sinais, mas muitos conseguem desenvolver a fala tamb\u00e9m. \"Respeito aquilo que o surdo consegue, mas tamb\u00e9m cobro aquilo que sei que ele pode\", disse a fonoaudi\u00f3loga. <br /> A palestrante explicou ainda que a linguagem de sinais \u00e9 universal, independente do pa\u00eds em que se esteja. \"H\u00e1 poucas diferen\u00e7as, possibilitando que a maioria dos surdos possam se comunicar em qualquer lugar do mundo\", disse. <br /> Existe lei paranaense, aprovada em 1998, que reconhece o sinal como l\u00edngua no Estado. No prazo de 10 anos, as escolas devem se adaptar na forma\u00e7\u00e3o de int\u00e9rpretes para auxiliar os estudantes surdos. <br /> <strong>Relato </strong><br /> Em seguida, o engenheiro civil Cl\u00f3vis Dallegrave Silva Junior, contou diversas experi\u00eancias pessoais de v\u00e1rias \u00e9pocas da sua vida, com dificuldades, alegrias e sucessos. <br /> <strong>Aparelhos</strong> <br /> Jos\u00e9 Guth Costa, gerente do Centro Auditivo Capital, ressaltou a efici\u00eancia dos aparelhos auditivos e no bem-estar que proporcionam aos surdos. \"Nossa miss\u00e3o \u00e9 tornar prazerosa a vida daqueles que v\u00e3o utilizar o aparelho\", e colocou-se \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para esclarecer d\u00favidas aos interessados. <br /> <strong>Religi\u00e3o</strong> <br /> Para finalizar, o padre Ricardo Hoepers, assessor da Pastoral dos Surdos do Paran\u00e1, destacou o tema da Campanha da Fraternidade deste ano, que trata da pessoa com defici\u00eancia. \"A surdez n\u00e3o deve aprisionar, mas levar a pessoa \u00e0 liberdade interior\", disse Hoepers. O padre lembrou que a sociedade religiosa tem se preocupado com os portadores de necessidades especiais, e est\u00e1 adaptando a leitura b\u00edblica e a interpreta\u00e7\u00e3o, facilitando o acesso \u00e0 f\u00e9 e \u00e0 religi\u00e3o a todos. <br /> Para o padre, \u00e9 necess\u00e1rio proporcionar esse acesso em cultos, missas, catequeses, que possibilite ao surdo participar ativamente. \"N\u00e3o adianta chamar a sociedade, sendo que muitos ficam de fora por n\u00e3o conseguirem participar de verdade. A melhor possibilidade seria a coloca\u00e7\u00e3o de int\u00e9rpretes nas igrejas, servindo at\u00e9 como responsabilidade social\", destacou. <br /> </span></div>\r\n<p>\u00a0</p>", "author_name": "", "version": "1.0", "author_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br/author/assessoria.comunicacao", "provider_name": "Portal da C\u00e2mara Municipal de Curitiba", "type": "rich"}