{"provider_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br", "title": "Semin\u00e1rio aborda viol\u00eancia contra mulher ", "html": "<div align=\"justify\"><span>Abrir a discuss\u00e3o de um assunto di\u00e1rio e de grande import\u00e2ncia. Esse \u00e9 o objetivo de semin\u00e1rio sobre o dia internacional da n\u00e3o-viol\u00eancia contra a mulher, comemorado em 25 de novembro, que ser\u00e1 realizado durante toda a semana, na C\u00e2mara de Curitiba, das 14h \u00e0s 15h. Em cada dia, diferentes palestrantes ocupar\u00e3o a tribuna da Casa para discutir assuntos voltados \u00e0 mulher.<br /> Nesta segunda-feira (21), discursaram o soci\u00f3logo Pedro Bod\u00ea de Morais; a representante comunit\u00e1ria Maria da Paz e a deputada federal Clair da Flora Martins (PT). Estavam presentes o presidente da OAB, Manoel de Oliveira Franco; a presidente da Funda\u00e7\u00e3o de A\u00e7\u00e3o Social, Fernanda Richa, e os vereadores Jo\u00e3o Cl\u00e1udio Derosso (PSDB), presidente da Casa, Tito Zeglin (PDT), Dona Lourdes (PSDB), Angelo Batista (PP), J\u00f4natas Pirkiel (PL) e Serginho do Posto (sem partido).<br /> O presidente da Comiss\u00e3o de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Defesa da Cidadania, vereador Valdenir Dias (PDT), autor da proposta, justificou a iniciativa, afirmando que \u201ctodos os dias, mulheres sofrem e s\u00e3o espancadas. O Brasil \u00e9 o pa\u00eds onde mais h\u00e1 viol\u00eancia dom\u00e9stica do mundo. Precisamos reestabelecer a paz na vida das pessoas\u201d.<br /> O soci\u00f3logo Pedro Bod\u00ea, da Universidade Federal do Paran\u00e1, disse que o maior desafio \u00e9 manter equacionada a liberdade e a igualdade entre homens e mulheres. Segundo o professor, os mais vulner\u00e1veis \u00e0s agress\u00f5es s\u00e3o os pobres, negros, mulheres, jovens, idosos e moradores de periferias. <br /> <strong>Testemunha</strong><br /> Em seu depoimento, Maria da Paz, representante comunit\u00e1ria e testemunha de viol\u00eancia dom\u00e9stica, relatou dois casos. \u201cCerta vez, em visita a uma comunidade, vi uma esposa apanhar do marido com a panela, porque ele n\u00e3o gostou do card\u00e1pio. Levei a mulher machucada ao hospital e, em seguida, fomos dar queixa na Delegacia da Mulher. Hoje, ela continua com o marido por falta de condi\u00e7\u00f5es financeiras\u201d. O outro caso foi o de uma mulher que, de tanto apanhar do marido policial, pegou a arma dele e o matou.<br /> A deputada Clair Martins comentou sobre projetos de lei\u00a0 que abrangem a viol\u00eancia contra a mulher e a assist\u00eancia que deve ser prestada, papel da autoridade policial, provid\u00eancias a serem tomadas e cria\u00e7\u00e3o de juizados especiais. \u201c63% das agress\u00f5es s\u00e3o contra mulheres e acontecem nos espa\u00e7os dom\u00e9sticos, praticados por pessoas que mant\u00eam rela\u00e7\u00f5es pessoais com as v\u00edtimas\u201d, afirmou a parlamentar. <br /> <strong>Escravid\u00e3o</strong><br /> Para Pedro Bod\u00ea, a viol\u00eancia surgiu durante a escravid\u00e3o, nos latif\u00fandios. O soci\u00f3logo comentou sobre o livro Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freire. A obra mostra as rela\u00e7\u00f5es entre homens e mulheres, crian\u00e7as e adultos, negros e brancos, atrav\u00e9s da sociedade escravocrata dos s\u00e9culos XVIII e XIX. \u201cA viol\u00eancia \u00e9 tipicamente masculina e atua no processo de socializa\u00e7\u00e3o, onde o ser ensina, aprende e tolera a viol\u00eancia\u201d.<br /> </span></div>\r\n<p>\u00a0</p>", "author_name": "", "version": "1.0", "author_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br/author/assessoria.comunicacao", "provider_name": "Portal da C\u00e2mara Municipal de Curitiba", "type": "rich"}