{"provider_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br", "title": "Professores marcam a hist\u00f3ria da cidade", "html": "<p><span>Um novo levantamento hist\u00f3rico realizado pela C\u00e2mara Municipal de Curitiba, atrav\u00e9s da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o, pretende contar quem s\u00e3o as pessoas que emprestam os nomes aos locais onde moramos. At\u00e9 agora, quase 20% das ruas j\u00e1 foram identificados e inclu\u00eddos em um banco de dados.\u00a0 Segundo o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), a capital possui 9.248 logradouros, sendo 969 considerados n\u00e3o oficiais. Do total, 175 s\u00e3o nomeados em refer\u00eancias a professores, cuja data comemorativa \u00e9 o dia 15 de outubro.</span><br /><br /><span>Um exemplo \u00e9 o Professor Elysio de Oliveira Vianna, que denomina uma travessa no Tarum\u00e3. Nascido em Antonina, mudou-se para Curitiba com a fam\u00edlia ap\u00f3s conclus\u00e3o de seus estudos, fundando o Col\u00e9gio Vianna. Depois de alguns anos, o estabelecimento passou a se chamar Gin\u00e1sio Novo Ateneu e, posteriormente, Col\u00e9gio Novo Ateneu. Mais tarde, deu origem \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o de Ensino Novo Ateneu. O irm\u00e3o de Vianna, o igualmente professor Milton Vianna, que tamb\u00e9m teve seu nome dado a\u00a0 uma rua, localizada no S\u00edtio Cercado, fundou, ent\u00e3o, a Faculdade de Direito de Curitiba, que passou a se chamar Centro Universit\u00e1rio Curitiba, o Unicuritiba.\u00a0</span><br /><br /><span>J\u00e1 a Rua D. Branca do Nascimento Miranda, no Pilarzinho, \u00e9 uma homenagem \u00e0 mulher que se formou professora em 1909, a contragosto da fam\u00edlia. Quando se casou, tr\u00eas anos mais tarde, o marido n\u00e3o a autorizou a trabalhar em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de ensino. A voca\u00e7\u00e3o, no entanto,\u00a0 levou a jovem a lecionar para seus sobrinhos. Sua fama de excelente professora espalhou-se e Dona Branca se dedicou durante 25 anos ao magist\u00e9rio particular, com o mesmo entusiasmo que traria \u00e0 sala de aula.</span><br /><br /><span>Diversas ruas s\u00e3o nomeadas por profissionais que lecionaram nos variados graus de ensino, que, por\u00e9m, n\u00e3o tinham o tratamento de professores, mas doutores, como m\u00e9dicos e advogados. A Doutora Maria Falce, que denomina via p\u00fablica do bairro Ah\u00fa, \u00e9 uma destas pessoas. Foi a primeira aluna do curso de Medicina da rec\u00e9m-fundada Universidade do Paran\u00e1, em uma \u00e9poca na qual a profiss\u00e3o m\u00e9dica era considerada masculina. Depois, foi aprovada para lecionar na Faculdade de Medicina, onde permaneceu por 41 anos, recebendo o t\u00edtulo de \u201cProfessor Em\u00e9rito\u201d.</span><br /><br /><span><strong>Decreto Imperial</strong></span><br /><span>A data de 15 de outubro, dedicada ao Dia do Professor, \u00e9 alusiva ao Decreto Imperial assinado pelo Imperador Pedro I, em 1827, no qual se ordenava a cria\u00e7\u00e3o de escolas de ensino fundamental em todas as vilas e regi\u00f5es populosas do Imp\u00e9rio. O dia 15 de outubro tamb\u00e9m \u00e9 dedicado \u00e0 educadora Santa Tereza de \u00c1vila. No entanto, a primeira comemora\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 data ocorreu apenas em 1927. Em 1963, um decreto federal oficializou o dia 15 de outubro como feriado escolar.</span></p>", "author_name": "Ana Claudia Kruger", "version": "1.0", "author_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br/author/Ana Claudia Kruger", "provider_name": "Portal da C\u00e2mara Municipal de Curitiba", "type": "rich"}