{"provider_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br", "title": "Ponte Preta precisa ser recuperada ", "html": "<div align=\"justify\"><span>Preocupado com a depreda\u00e7\u00e3o da Ponte Preta, no centro de Curitiba, o vereador Jair C\u00e9zar (PSDB) promoveu, nesta semana, debate entre profissionais das \u00e1reas de engenharia civil, preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, arquitetura e urbanismo. O evento \u201cA preserva\u00e7\u00e3o da Ponte Preta na Curitiba Contempor\u00e2nea\u201d marca uma nova estrat\u00e9gia do parlamentar no enfrentamento dos problemas da regi\u00e3o, como a presen\u00e7a de moradores de rua morando embaixo da ponte, os constantes acidentes que ocorrem com ve\u00edculos altos e a depreda\u00e7\u00e3o do local, principalmente a picha\u00e7\u00e3o e a ferrugem. <br />\u201cAinda defendo que a Ponte Preta deva ser alteada em um metro, para melhorar o tr\u00e1fego de ve\u00edculos. O que mudou \u00e9 que agora tamb\u00e9m passo a defender a revitaliza\u00e7\u00e3o de toda a \u00e1rea, a recupera\u00e7\u00e3o da estrutura. Da\u00ed, quando pudermos ergu\u00ea-la, j\u00e1 faremos isso com ela boa\u201d, afirma Jair C\u00e9zar. O parlamentar argumenta que a administra\u00e7\u00e3o municipal poderia realizar no local uma parceria com setores privados, semelhante \u00e0 realizada no Pa\u00e7o da Liberdade, da pra\u00e7a Generoso Marques, recentemente recuperado.<br />O parlamentar argumenta que a Ponte Preta pode ser transformada em um novo ponto tur\u00edstico, com a constru\u00e7\u00e3o de jardins no seu entorno, servindo para a transposi\u00e7\u00e3o de pedestres atrav\u00e9s da rua Jo\u00e3o Negr\u00e3o ou como passarela para o Shopping Esta\u00e7\u00e3o.<br /><strong>Debate</strong><br />No decorrer das explana\u00e7\u00f5es dos convidados presentes, houve interliga\u00e7\u00e3o entre os assuntos abordados e at\u00e9 uma certa sintonia nas conclus\u00f5es dos palestrantes. A chefe da Coordenadoria do Patrim\u00f4nio Cultural do Estado, Rosina Parchen, falou que a \u201cdecis\u00e3o do Conselho Estadual do Patrim\u00f4nio Cultural e Art\u00edstico, por diversos motivos, \u00e9 contra o alteamento da ponte.\u201d Complementou dizendo que essa j\u00e1 \u00e9 uma postura que persiste h\u00e1 tempos, por parte do Conselho.<br />O diretor do Sindicato dos Engenheiros do Paran\u00e1 e professor de Engenharia Civil da PUC-PR, Joel Kr\u00fcger, salientou que, tecnicamente, o alteamento da ponte \u00e9 poss\u00edvel, por\u00e9m \u201cdeve-se estar atento a quanto se est\u00e1 disposto a pagar\u201d, uma vez que essa obra pode ser feita de diversas formas. \u201cDependendo de qual tecnologia for empregada, o custo pode variar\u201d, explicou Kr\u00fcger.<br />O diretor do curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC-PR, Carlos Hardt, reafirmou a viabilidade t\u00e9cnica do alteamento da ponte (de 3,6m) e questionou se o aumento de 80 cent\u00edmetros vai realmente solucionar os problemas com acidentes. Carlos Hardt convidou o professor da PUC-PR e membro do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, Cl\u00e1udio Forte Maiolino, a discorrer sobre quest\u00e3o paisag\u00edstica.<br />Cl\u00e1udio Forte defendeu que \u201cusamos o mesmo discurso que come\u00e7ou no s\u00e9culo 19, onde \u00e9 preciso destruir o patrim\u00f4nio para construir estradas. O desenvolvimento da cidade \u00e9 sempre uma desculpa.\u201d Citou diversos exemplos onde o argumento da moderniza\u00e7\u00e3o tirou at\u00e9 a fun\u00e7\u00e3o de locais urbanos, acabando com a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria, como o pr\u00f3prio Largo da Ordem. \u201cO que nos importa? O valor imaterial ou o progresso?\u201d, questionou Forte.<br />A representante do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Positivo, Maria da Gra\u00e7a Santos, exibiu imagens com exemplos europeus e nacionais onde o Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico convive na paisagem urbana, mesmo gerando certos impasses de acessibilidade.<br />O diretor do Setor de Tecnologia da UTFPR, Mauro Lacerda Santos Filho, acredita que \u00e9 preciso pensar em tr\u00eas aspectos: possibilidade de realiza\u00e7\u00e3o da obra/constru\u00e7\u00e3o, sustentabilidade e manuten\u00e7\u00e3o. \u201cSe n\u00e3o quisermos ver a ponte ir abaixo, \u00e9 importante estarmos atentos \u00e0 sua manuten\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Santos Filho, que exibiu, entre outros, o exemplo da ponte Herc\u00edlio Luz, localizada em Florian\u00f3polis (SC), que perdeu sua fun\u00e7\u00e3o original por falta de manuten\u00e7\u00e3o.<br />O representante do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Ricardo Bindo, pontuou a necessidade em esclarecer de quem \u00e9 o dom\u00ednio da Ponte Preta, pois diversos \u00f3rg\u00e3os opinam sobre ela sem uma vis\u00e3o muito precisa a respeito de at\u00e9 onde se cada uma dessas entidades t\u00eam propriedade de deliberar a respeito.<br />Marcos Arndt, representante do curso de Engenharia Civil da Universidade Positivo, defendeu que \u00e9 preciso pensar a longo prazo. \u201cSem a valoriza\u00e7\u00e3o, como as gera\u00e7\u00f5es futuras v\u00e3o compreender a import\u00e2ncia do local?\u201d, questionou, al\u00e9m de tamb\u00e9m exibir fotos de viadutos e pontes que foram levantadas.<br />Encerrando as explana\u00e7\u00f5es, o representante do curso de Key Imaguire Junior declarou que a Ponte Preta \u00e9 uma parte do eixo ferrovi\u00e1rio de Curitiba que jamais deveria sofrer grandes interven\u00e7\u00f5es. \u201cO shopping que fica pr\u00f3ximo \u00e0 Ponte Preta \u00e9 uma agress\u00e3o ao local hist\u00f3rico\u201d, enfatizou. \u201cEsse caminho seria para as futuras gera\u00e7\u00f5es um retrato da \u00e9poca em que a ferrovia trouxe desenvolvimento \u00e0 cidade\u201d, complementou.</span></div>", "author_name": "", "version": "1.0", "author_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br/author/assessoria.comunicacao", "provider_name": "Portal da C\u00e2mara Municipal de Curitiba", "type": "rich"}