{"provider_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br", "title": "Palestra alerta sobre riscos da luz azul ", "html": "<div align=\"justify\"><span>Vereadores e funcion\u00e1rios da C\u00e2mara Municipal de Curitiba foram comunicados, nesta quinta-feira (25), sobre os riscos que a maior utiliza\u00e7\u00e3o de l\u00e2mpadas de halog\u00eanio met\u00e1lico traz para a vis\u00e3o. Cada vez mais utilizadas no mercado da constru\u00e7\u00e3o civil, as l\u00e2mpadas s\u00e3o comuns em shoppings, supermercados e grandes escrit\u00f3rios, por serem econ\u00f4micas e mais baratas.<br />A exposi\u00e7\u00e3o prolongada a este tipo de l\u00e2mpadas pode levar \u00e0 degenera\u00e7\u00e3o macular, uma doen\u00e7a mais comum na velhice, que escurece o centro do campo da vis\u00e3o. O problema est\u00e1 na intensidade com que o produto emite a chamada \u201cluz azul\u201d, um tipo particular de radia\u00e7\u00e3o que lesiona as c\u00e9lulas da retina.<br />O alerta foi feito pela oftalmologista do Hospital das Cl\u00ednicas, Tania Schaefer, convidada pelo setor de Medicina de Sa\u00fade Ocupacional (SMSO) da Casa para uma das palestras da Semana Plena Sa\u00fade 2010. \u201c\u00c9 importante tratar deste assunto na C\u00e2mara Municipal, pois ela possui meios de controlar a utiliza\u00e7\u00e3o do produto\u201d, sugere Tania. Estima-se que, em 25 anos, o descontrole no uso da luz azul ter\u00e1 contribu\u00eddo para que o n\u00famero de pessoas que apresenta problemas de vis\u00e3o salte de 31% para 75% da popula\u00e7\u00e3o mundial.<br /><strong>Palestras</strong><br />Tania, que \u00e9 presidente da Sociedade Brasileira de Lentes de Contato, C\u00f3rnea e Refratometria (Soblec) e representante do Comit\u00ea Internacional de Trabalho e Vis\u00e3o no Brasil, foi convidada pelo SMSO para falar sobre a qualidade de vis\u00e3o no trabalho. J\u00e1 o m\u00e9dico psiquiatra Hamilton Grabowski tratou dos desafios e preconceitos relacionados \u00e0s doen\u00e7as mentais, como a depress\u00e3o, transtorno obsessivo-compulsivo e esquizofrenia.<br />Aos vereadores e funcion\u00e1rios da C\u00e2mara, a oftalmologista recomendou ambientes com distribui\u00e7\u00e3o homog\u00eanea da luz. A superf\u00edcie dos m\u00f3veis n\u00e3o pode ser brilhante e as janelas precisam de cortinas, para evitar fontes indiretas de luz que sobrecarreguem a vis\u00e3o e aumentem o cansa\u00e7o. \u201cMuitas vezes, uma ilumina\u00e7\u00e3o inadequada faz com uma pessoa sem doen\u00e7a da vis\u00e3o termine o dia de trabalho cansada, com a vista prejudicada\u201d, explicou a m\u00e9dica.<br />Para esta\u00e7\u00f5es de trabalho utilizadas por mais de uma pessoa, ela sugeriu a higieniza\u00e7\u00e3o de teclados, mouse e monitor a cada troca de pessoal. Comer ao lado do computador tamb\u00e9m foi desaconselhado. \u201cSe o ambiente n\u00e3o estiver limpo, o trabalhador pode estar exposto repetidamente a fontes de irrita\u00e7\u00e3o e alergia\u201d, explica.<br /><strong>Desafios e preconceitos</strong><br />O m\u00e9dico psiquiatra Hamilton Grabowski, pesquisador e membro do Conselho Fiscal da Sociedade Paranaense de Psiquiatria, retornou \u00e0 C\u00e2mara Municipal, ap\u00f3s uma participa\u00e7\u00e3o bem acolhida pelos vereadores e funcion\u00e1rios em 2009, na primeira edi\u00e7\u00e3o da Semana Plena Sa\u00fade.<br />Com trechos selecionados de filmes, ele procurou demonstrar como as doen\u00e7as mentais s\u00e3o enxergadas pela sociedade. Relatou a hist\u00f3ria de John Nash, matem\u00e1tico ganhador do pr\u00eamio Nobel, que sofria de esquizofrenia (\u201cUma Mente Brilhante\u201d); a depress\u00e3o sofrida pela escritora Virg\u00ednia Woolf (\u201cAs Horas\u201d), que a levou ao suic\u00eddio, e os personagens de fic\u00e7\u00e3o vividos por Jack Nicholson nos filmes \u201cUm Estranho no Ninho\u201d, quando ele recebe tratamento de eletrochoque em um hosp\u00edcio, e \u201cMelhor \u00e9 Imposs\u00edvel\u201d, onde representa uma pessoa com transtorno obsessivo-compulsivo.<br />\u201cA Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade recomenda quatro psiquiatras para cada 100 mil habitantes. No Brasil, a m\u00e9dia \u00e9 de 0.06. A realidade hoje \u00e9 diferente de quando eu me formei. A sa\u00fade mental \u00e9 mais bem vista, mas ainda temos muitos desafios\u201d, afirmou Grabowski. O m\u00e9dico informou os sintomas das doen\u00e7as mais comum, explicou os tratamentos e refor\u00e7ou a import\u00e2ncia de superarmos o preconceito contra as doen\u00e7as mentais \u2013 que afetam um n\u00famero cada vez maior de pessoas.</span></div>", "author_name": "", "version": "1.0", "author_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br/author/assessoria.comunicacao", "provider_name": "Portal da C\u00e2mara Municipal de Curitiba", "type": "rich"}