{"provider_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br", "title": "Elas est\u00e3o em todas: do cafezinho \u00e0 transpar\u00eancia", "html": "<div align=\"justify\"><span>Em um dia de sess\u00e3o plen\u00e1ria na C\u00e2mara Municipal, a copeira do Anexo I faz 80 litros de caf\u00e9, caf\u00e9 com leite e ch\u00e1. Ela se chama M\u00e1rcia Ferreira, tem 36 anos de idade, mora em Colombo, na regi\u00e3o metropolitana de Curitiba, e acorda todos os dias \u00e0s 5h30 da madrugada. Faz o pr\u00f3prio caf\u00e9, toma banho e pega um \u00f4nibus intermunicipal que a deixa no Terminal do Guadalupe. Ela faz parte das 24 mulheres que, diariamente, abrem a institui\u00e7\u00e3o \u00e0s 7 horas da manh\u00e3 (copa, servi\u00e7os gerais e portarias) \u2013 antes das outras pessoas.<br /><br />Segundo a Diretoria de Administra\u00e7\u00e3o e Recursos Humanos (DARH) da C\u00e2mara Municipal, as mulheres s\u00e3o praticamente metade dos servidores de cargo de provimento efetivo (117 de 236, 49%) e um ter\u00e7o dos cargos em comiss\u00e3o, majoritariamente ligados aos gabinetes parlamentares (108 de 307, 35%). S\u00e3o minoria entre os vereadores (5 em 38, 13%), minoria na vigil\u00e2ncia (3 em 35, 8,5%) e maioria nos servi\u00e7os gerais, copa e portarias (46 em 52, 88%) e entre os estagi\u00e1rios (40 de 60, 66%).<br /><br />\u201cSei que a sociedade ainda \u00e9 preconceituosa, por\u00e9m acredito que todos merecem a oportunidade de mostrar suas capacidades e habilidades como pessoas independente da quest\u00e3o de g\u00eanero\u201d, defende Ana Claudia Melo dos Santos, 32 anos de idade, servidora da C\u00e2mara Municipal h\u00e1 cinco anos e diretora do DARH desde maio de 2013. Ela \u00e9 uma das 26 mulheres que ocupam cargos de chefia no Legislativo (40% do total).<br /><br />Ana Claudia e Wal\u00e9ria Christina Maida, diretora da Procuradoria Jur\u00eddica, concordam que historicamente as mulheres est\u00e3o ocupando cada vez mais posi\u00e7\u00f5es de comando. \u201cAcredito que isto n\u00e3o \u00e9 fruto s\u00f3 da necessidade, mas tamb\u00e9m da nossa vontade de provar que somos capazes, de superar limites. Avan\u00e7armos nisso \u00e9 motivante para quem enfrenta esse desafio e para quem idealiza um futuro melhor para as mulheres e para a sociedade como um todo\u201d, afirma a diretora de Recursos Humanos. \u201cHoje, na C\u00e2mara de Vereadores, temos bem mais mulheres em cargos de chefia que antigamente\u201d, testemunha Wal\u00e9ria, h\u00e1 28 anos no Legislativo.<br /><br />A dire\u00e7\u00e3o da Procuradoria Jur\u00eddica \u00e9 o cargo mais importante ocupado por uma mulher dentro da institui\u00e7\u00e3o e est\u00e1 subordinado \u00e0 Mesa Executiva. \u00c9 equivalente a chefiar o Departamento de Administra\u00e7\u00e3o e Finan\u00e7as ou o Departamento de Processo Legislativo, que, por diferen\u00e7a operacional, no organograma da C\u00e2mara de Vereadores est\u00e3o subordinados \u00e0 Diretoria-Geral. \u201c\u00c9 um cargo de bastante responsabilidade, pois assessoramos todas decis\u00f5es tomadas na institui\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<br /><br />Ela e Ana Cl\u00e1udia concordam em outra coisa: n\u00e3o enxergam a distribui\u00e7\u00e3o dessas posi\u00e7\u00f5es de comando como uma quest\u00e3o de g\u00eanero, mas de compet\u00eancia profissional. \u201cEstamos no mesmo barco e queremos um futuro melhor para todos, al\u00e9m de transformar a C\u00e2mara Municipal em refer\u00eancia\u201d, relata a diretora de RH. Falando da gest\u00e3o de recursos humanos, ela entende que, \u201cindependente do g\u00eanero, as pessoas t\u00eam que ter muita sensibilidade e habilidade no trato com os outros\u201d. \u201cTrabalho com compet\u00eancia \u00e9 reconhecido\u201d, refor\u00e7a Wal\u00e9ria. As duas diretoras chefiam equipes mistas, com mulheres e homens, e garantem que o servi\u00e7o \u00e9 bem executado por ambos.<br /><br />A copeira do Anexo I tem uma filha de 19 anos de idade, Luana, que ainda est\u00e1 dormindo quando a m\u00e3e deixa a casa para vir trabalhar na C\u00e2mara Municipal. No meio das dezenas de garrafas t\u00e9rmicas empilhadas na pia, M\u00e1rcia Ferreira diz estar satisfeita por Luana ter completado o ensino m\u00e9dio. \u201cTudo que uma m\u00e3e deseja na vida \u00e9 ver os filhos encaminhados\u201d, diz, com a menina ao seu lado. Luana, que vai prestar vestibular para Comunica\u00e7\u00e3o Social, sempre a visita no Legislativo.<br /><br /><strong>Voltando pra casa</strong><br />Hoje foi o \u00faltimo dia de trabalho da haitiana Dieulitane Exilus na C\u00e2mara Municipal. H\u00e1 quase dois anos, ela e o marido mudaram-se para Curitiba, seguindo o exemplo das mais de 100 mil pessoas que deixaram a ilha da Am\u00e9rica Central ap\u00f3s o terremoto de 2010 em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida no Brasil. Com 29 anos de idade, agora Dieulitane retornar\u00e1 ao pa\u00eds em que nasceu para cuidar dos tr\u00eas filhos, que ficaram com a av\u00f3.<br /><br />\u201cA maior dificuldade que ela encontrou foi aprender a l\u00edngua nova\u201d, comenta Roseli Pedrozo da Silva, respons\u00e1vel pela equipe de servi\u00e7os gerais do Legislativo. A supervisora elogiou o trabalho de Dieulitane, uma das 27 mulheres encarregadas de limpar os ambientes da institui\u00e7\u00e3o \u2013 elas s\u00e3o maioria no servi\u00e7o, pois apenas 6 homens trabalham na \u00e1rea de servi\u00e7os gerais.<br /><br />Para Roseli, com 36 anos de idade, 16 deles dedicados \u00e0 profiss\u00e3o, as condi\u00e7\u00f5es de trabalho ficaram melhores nos \u00faltimos anos, \u201cmas as meninas ainda se queixam de, \u00e0s vezes, se sentirem meio \"invis\u00edveis\"\u201d. \u201cE isso \u00e9 algo que acontece em todos os lugares, pois a sociedade ainda n\u00e3o reconhece devidamente as pessoas que trabalham com limpeza. N\u00e3o se enxerga que, sem o servi\u00e7o, o ambiente n\u00e3o estaria adequado\u201d, diz.<br /><br /><strong>\u201cTinha que ser homem\u201d</strong><br />Assim como os servi\u00e7os gerais, a vigil\u00e2ncia patrimonial \u00e9 efetuada na C\u00e2mara Municipal por uma empresa terceirizada. Das 35 pessoas que se revezam na atividade, 24 horas por dia, 3 s\u00e3o mulheres. \u201cJ\u00e1 ouvi coisas como: \"mas \u00e9 uma mulher fazendo esse servi\u00e7o? Tinha que ser homem\"\u201d, comenta rindo Silmara Dainez, 39 anos. Faz apenas um ano que ela se tornou vigilante, antes montava computadores numa f\u00e1brica.<br /><br />Parte da equipe de vigil\u00e2ncia, Silmara reclama desse \u201creceio\u201d com o fato de ela e as colegas serem mulheres. \u201cA sociedade n\u00e3o nos v\u00ea nesta profiss\u00e3o, tem menos confian\u00e7a\u201d, relata. Igual a todas as mulheres ouvidas para esta reportagem, Silmara n\u00e3o lembra de ter sido pessoalmente desrespeitada pela diferen\u00e7a de g\u00eanero, mas cobra a \u201cjornada dupla\u201d. \u201cT\u00ednhamos que ter dois sal\u00e1rios, um do trabalho e outro por cuidar da fam\u00edlia\u201d, provoca. Ela tem tr\u00eas filhos, de 11, 16 e 18 anos de idade.<br /><br />\u201cQuando aparece um QRU, a gente entra em a\u00e7\u00e3o\u201d, diz T\u00e2nia Peixoto, 42 anos de idade, que trabalha na seguran\u00e7a direta dos membros da Mesa Diretora. Ela \u00e9 a \u00fanica mulher na equipe encarregada desse trabalho, composta por mais 4 homens. QRU, na linguagem cifrada deles, designa \u201cas novidades\u201d, os \u201celementos imprevis\u00edveis\u201d, as \u201cpessoas de fora\u201d. \u201cTem que prestar aten\u00e7\u00e3o, vai que ele est\u00e1 armado?\u201d, explica.<br /><br />T\u00e2nia come\u00e7ou nesse servi\u00e7o na gest\u00e3o do ex-presidente Paulo Salamuni (PV) e continua na fun\u00e7\u00e3o, agora com Ailton Ara\u00fajo (PSC) na gest\u00e3o da C\u00e2mara Municipal. \u201cMeu dia mais tenso no trabalho aqui foi durante a ocupa\u00e7\u00e3o do outro plen\u00e1rio [pela Frente de Luta pelo Transporte, em outubro de 2013, quando os manifestantes pernoitaram no audit\u00f3rio do Anexo II]. Eu estava respons\u00e1vel pelo port\u00e3o, e tinha medo que eles tentassem derrubar\u201d, lembrou.<br /><br /><strong>Porta-voz da transpar\u00eancia</strong><br />\u201cAs pessoas acham que se n\u00e3o tiraram de mim a informa\u00e7\u00e3o naquele momento, n\u00e3o ter\u00e3o outra oportunidade. Isso n\u00e3o \u00e9 verdade. Qualquer pessoa pode vir aqui na sala e pedir os documentos\u201d, assegura a diretora cont\u00e1bil-financeira da C\u00e2mara Municipal, Aline Bogo. Ela tem uma dupla responsabilidade: fazer todos os pagamentos e, a cada quatro meses, prestar contas desses n\u00fameros em audi\u00eancias p\u00fablicas.<br /><br />No \u00faltimo dia 27 de fevereiro, era ela quem estava diante dos vereadores para apresentar o balan\u00e7o de 2014, ano em que a institui\u00e7\u00e3o economizou 23% do seu or\u00e7amento. \u201cFalar em p\u00fablico sempre \u00e9 um desafio\u201d, confessa, apesar de fazer os pronunciamentos h\u00e1 pelo menos tr\u00eas anos. \u201cSe eu sinto que houve mais interesse por algum dado, na pr\u00f3xima vez eu tento detalhar mais aquela informa\u00e7\u00e3o. Nesta \u00faltima, inclu\u00ed o e-mail do Financeiro, para as pessoas entenderem que estamos aqui para atender a popula\u00e7\u00e3o\u201d, disse, taxativa.<br /><br />Mais de R$ 100 milh\u00f5es foram desembolsados pela C\u00e2mara Municipal no ano passado. \u201cO que n\u00f3s fazemos todos os dias s\u00e3o pagamentos. Tudo que sai da conta banc\u00e1ria do Legislativo passa aqui pela diretoria. Duas pessoas sempre tem que autorizar os saques no banco e fazemos presta\u00e7\u00f5es de contas mensais ao TCE (Tribunal de Contas do Estado)\u201c, relata Aline, 41 anos de idade e \u201cquase seis\u201d de trabalho na institui\u00e7\u00e3o. Ela diz que a gest\u00e3o p\u00fablica ganhou muito com a Lei de Responsabilidade Fiscal e as normas de transpar\u00eancia.<br /><br /><strong>Conversa de mulher</strong><br />Faz mais de 20 anos que s\u00f3 mulheres trabalham no departamento encarregado de fazer as atas de plen\u00e1rio, mont\u00e1-las e arquivar esses documentos. Na verdade, Nazir Suphoronski, 50 anos, e Aderli de Oliveira, 52, n\u00e3o conseguiram precisar quando foi a \u00faltima vez que uma pessoa do sexo oposto foi lotada na se\u00e7\u00e3o de Anais, vinculada \u00e0 Diretoria da Assessoria T\u00e9cnica ao Plen\u00e1rio.<br /><br />No levantamento realizado pela Comunica\u00e7\u00e3o Social para esta reportagem, reparamos que as sete mulheres dessa se\u00e7\u00e3o trabalham na \u00fanica sala exclusivamente feminina de toda a C\u00e2mara Municipal. Outros setores com atribui\u00e7\u00f5es espec\u00edficas tamb\u00e9m funcionam sem homens, mas como dividem sala com estruturas maiores, a situa\u00e7\u00e3o desse espa\u00e7o do t\u00e9rreo, entre os Anexos 1 e 2, \u00e9 \u00fanica.<br /><br />\u201cHomem n\u00e3o se liga em detalhe\u201d, diz Nazir de bate-pronto, sobre a vantagem de ter mulheres trabalhando na gest\u00e3o dos documentos. Com 28 anos de C\u00e2mara Municipal, \u00e9 ela quem chefia a se\u00e7\u00e3o atualmente. Aderli, que se aposenta no pr\u00f3ximo m\u00eas, concorda. Ela entende que, pelo fato de s\u00f3 trabalharem mulheres no ambiente, \u201co di\u00e1logo \u00e9 mais f\u00e1cil\u201d. Elas t\u00eam hist\u00f3rias engra\u00e7adas sobre roupas umas das outras e admitem trocar conselhos sobre relacionamentos e quest\u00f5es familiares.<br /><br />No dia das entrevistas, as servidoras Patr\u00edcia Melo e Elizete Marconcin, 28 e 32 anos, respectivamente, acompanharam a conversa. Elas trabalham no Legislativo h\u00e1 menos tempo, 4 anos, e confirmaram os papos sobre \u201cassuntos particulares\u201d. Lembraram tamb\u00e9m que n\u00e3o seria ruim se a institui\u00e7\u00e3o dispusesse de psic\u00f3logos no setor de Medicina Ocupacional. \u201cIa encher de mulher\u201d, falaram aos risos. Aderli, j\u00e1 mais s\u00e9ria, disse n\u00e3o lembrar de tantos afastamentos por esse motivo antigamente.<br /><br /><strong>No meio deles</strong><br />Funciona no Anexo 1 a Diretoria de Inform\u00e1tica, onde duas mulheres convivem h\u00e1 diversos anos com 17 homens. Uma delas \u00e9 Marlise Pereira, 51 anos, e a outra \u00e9 Cl\u00e1udia Fantin, 43. Elas dizem que em ambas as \u00e1reas de trabalho, tanto no suporte, quanto no desenvolvimento de sistemas, nunca tiveram problemas por serem as \u00fanicas mulheres dali. \u201cJ\u00e1 era assim na faculdade, ent\u00e3o a gente se acostuma\u201d, desconversa Cl\u00e1udia. <br /><br />Marlise, que ministra cursos para funcion\u00e1rios novos, ensinando-os a usar o Sistema de Proposi\u00e7\u00f5es Legislativas (SPL), tamb\u00e9m nunca se sentiu menosprezada por quest\u00f5es de g\u00eanero. \u201cS\u00e3o 15 anos de trabalho na C\u00e2mara, pode ser que as pessoas tenham se acostumado com uma mulher no suporte da inform\u00e1tica\u201d, brinca. Elas s\u00f3 precisam \u201clembrar os meninos\u201d, de vez em quando, dizem, que o papo de homem deles est\u00e1 beirando os limites. Dividir o banheiro dali com os 17 tamb\u00e9m j\u00e1 rendeu uns \u201cpux\u00f5es de orelha\u201d.<br /><br />\u201cUma vez disseram que, por eu ser mulher, tinha uma vis\u00e3o especial\u201d, contou\u00a0 Cl\u00e1udia, cujo trabalho no desenvolvimento de sistemas, em 18 anos de carreira dentro da C\u00e2mara Municipal, habilita a servidora a falar sobre as ferramentas usadas nas Finan\u00e7as, Recursos Humanos e demais setores do Legislativo. Marlise n\u00e3o s\u00f3 ministra os cursos, mas tamb\u00e9m participou da cria\u00e7\u00e3o do SPL. \u201cNo Dia Internacional da Mulher, o que temos a dizer umas para as outras \u00e9 dar os parab\u00e9ns\u201d, desejou.<br /><br />Cl\u00e1udia, contudo, fez uma observa\u00e7\u00e3o que talvez ajude a explicar o porqu\u00ea da aus\u00eancia de queixas sobre discrimina\u00e7\u00e3o: \u201cse voc\u00ea \u00e9 servidora efetiva, as suas condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o iguais \u00e0s dos outros por for\u00e7a da lei. N\u00e3o existe, por exemplo, diferen\u00e7a de sal\u00e1rio de homem para mulher \u2013 como acontece no mercado de trabalho\u201d, exemplificou, citando caso recente, onde a atriz Patricia Arquette, ao receber o Oscar de melhor atriz coadjuvante, pediu igualdade de remunera\u00e7\u00e3o entre os g\u00eaneros em Hollywood. \u201cSe acontece l\u00e1, imagine aqui\u201d, comentou.<br /><br /><strong>No meio delas</strong><br />Das 13 pessoas que trabalham na Taquigrafia, h\u00e1 apenas um homem. \u201cAntes tinha dois, mas o Veli foi para o Deprole\u201d, lembra, sem ressentimento, Everton Beckert. H\u00e1 18 anos ele trabalha com elas, por isso foi o \u00fanico representante do sexo masculino ouvido nesta reportagem. \u201cE \u00e9 assim em casa tamb\u00e9m, com a minha esposa e duas filhas. L\u00e1 eu continuo minoria\u201d, adianta. Everton tem 40 e as crian\u00e7as 3 e 7 anos de idade.<br /><br />\u201cEu fico impressionado com a capacidade delas serem multitarefa. Est\u00e3o digitando aqui, conversando com a pessoa do lado e acompanhando, com direito a opinar, o papo da outra mesa. Eu n\u00e3o consigo\u201d, admite o taqu\u00edgrafo. \u201cN\u00f3s nos relacionamos bem, at\u00e9 porque o trabalho em equipe \u00e9 uma das condi\u00e7\u00f5es da nossa atividade. A cada cinco minutos, cronometrados, uma nova pessoa assume. Precisa ter unidade, ter sincronia\u201d, explica.<br /><br />Everton diz que, devido a conviv\u00eancia, foi ficando mais perfeccionista. \u201cQuando algu\u00e9m usa uma palavra que n\u00e3o est\u00e1 dicionarizada, o normal \u00e9 checar e, constatado isso, seguir em frente. \u00c9 o que eu fa\u00e7o, sou mais despojado. S\u00f3 que elas n\u00e3o se contentam, olham em um dicion\u00e1rio, procuram em outro, discutem alternativas\u201d, conta o servidor, visivelmente assombrado.<br /><br />Na condi\u00e7\u00e3o de talvez o maior especialista do Legislativo em conviv\u00eancia com o sexo feminino, Everton diz que \u00e9 importante \u201cser atencioso\u201d. \u201cQuando a gente conversa coisas do trabalho, preciso prestar aten\u00e7\u00e3o. Essa conex\u00e3o, que \u00e9 um sinal de respeito, \u00e9 fundamental para o andamento do trabalho\u201d, revela. \u201cPaci\u00eancia \u00e9 importante\u201d, conclui. <br /><strong><br />Por Jos\u00e9 Lazaro Jr.</strong> \u2013 Jornalista da Diretoria de Comunica\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara Municipal de Curitiba. Colaboraram Chico Camargo e Andressa Katriny, fotojornalistas da mesma assessoria.</span></div>\r\n<div align=\"justify\"><span><br />Leia mais sobre o Dia Internacional da Mulher:<br /><a href=\"http://www.cmc.pr.gov.br/ass_det.php?not=24298\" target=\"_blank\">1933 \u2013 O ano em que as curitibanas foram \u00e0s urnas</a><br /><br /><a href=\"http://www.cmc.pr.gov.br/ass_det.php?not=24300\" target=\"_blank\">Dia Internacional da Mulher: a conquista do voto feminino</a><br /><br /><a href=\"http://www.cmc.pr.gov.br/ass_det.php?not=24302\" target=\"_blank\">Vereadoras pedem maior participa\u00e7\u00e3o feminina na pol\u00edtica</a><br /><br /><a href=\"http://www.cmc.pr.gov.br/ass_det.php?not=24303\" target=\"_blank\">CMC realiza sess\u00e3o solene em homenagem ao Dia da Mulher</a><br /></span></div>", "author_name": "", "version": "1.0", "author_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br/author/assessoria.comunicacao", "provider_name": "Portal da C\u00e2mara Municipal de Curitiba", "type": "rich"}