{"provider_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br", "title": "Cursos podem melhorar atendimento a epil\u00e9pticos ", "html": "<div align=\"justify\"><span>Os guardas municipais e funcion\u00e1rios de escolas e secretarias municipais devem passar por treinamentos e cursos sobre epilepsia. A proposta do vereador Z\u00e9 Maria (PPS), em aprecia\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara de Curitiba, \u00e9 que pelo menos 10% do quadro funcional de cada \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico da administra\u00e7\u00e3o direta receba as instru\u00e7\u00f5es. A medida deve valer aos servidores que t\u00eam contato com maior n\u00famero de pessoas, por exemplo, professores, inspetores de alunos, agentes de tr\u00e2nsito, vigilantes e chefias imediatas. </span><span><br /> </span><span>\"A epilepsia \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica cr\u00f4nica grave, que acomete entre 1% e 2% da popula\u00e7\u00e3o, segundo dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS). No Brasil, seriam aproximadamente 3 milh\u00f5es de pessoas com a doen\u00e7a, confirmando problema de sa\u00fade p\u00fablica. Embora menos letal, o preconceito que isola seus portadores j\u00e1 justificaria programa t\u00e3o s\u00e9rio quanto o dirigido \u00e0 aids. Quem j\u00e1 testemunhou uma crise, se n\u00e3o ficou assustado, ficou desconcertado: os m\u00fasculos da pessoa em crise enrijecem, ela cai, saliva em excesso, se debate. Por causa desta rea\u00e7\u00e3o, que para muitos parece \"demon\u00edaca\", negam-lhe emprego, vaga na escola, a fam\u00edlia sofre e ela se esconde. A maioria dos portadores n\u00e3o recebe tratamento\", explica.</span><span><br /> </span><span>Segundo o vereador, \"a crise epil\u00e9ptica \u00e9 desencadeada quando grupamento de neur\u00f4nios deixa de funcionar adequadamente por certo tempo. O c\u00e9rebro envia impulsos el\u00e9tricos de forma err\u00e1tica, levando a manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas em partes do corpo que comanda. Figurativamente, o que acontece \u00e9 um \"curto-circuito\". A crise \"t\u00f4nico-cr\u00f4nica\" (a convuls\u00e3o), aquela que testemunhamos nas ruas, corresponde \u00e0 cerca de metade dos casos. Os outros 50% s\u00e3o outros tipos de crises que podem passar despercebidas. Uma delas afeta principalmente a crian\u00e7a, que est\u00e1 conversando normalmente e, de repente, desliga por segundos; se tais crises s\u00e3o m\u00faltiplas, a m\u00e3e vai achar que o filho vive no mundo da lua. Na crise \"parcial complexa\", o paciente desliga, mas mant\u00e9m certos movimentos complexos \u2013 pode, por exemplo, tirar a roupa sem se dar conta de que est\u00e1 em p\u00fablico. Quando confundida com drogadi\u00e7\u00e3o ou doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas, esta crise pode levar o paciente \u00e0 delegacia ou mesmo ao hospital psiqui\u00e1trico\".</span><span><br /> </span><strong><span>Diagn\u00f3stico</span></strong><span><br /> </span><span>Nos variados graus de severidade de epilepsia, n\u00e3o havendo resposta \u00e0 medica\u00e7\u00e3o, existe o tratamento cir\u00fargico, removendo-se parte do c\u00e9rebro. Uma avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9-cir\u00fargica indica se a interven\u00e7\u00e3o ser\u00e1 mesmo eficaz para acabar com a crise e se a pessoa poder\u00e1 conviver sem aquele tecido.</span><span><br /> </span><span>Atente-se que a epilepsia n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a em si, \u00e9 um leque grande de doen\u00e7as que pode desencade\u00e1-la. Um tumor cerebral pode causar epilepsia, assim como m\u00e1-forma\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro, traumatismo cr\u00e2nio-encef\u00e1lico em acidente, defeito gen\u00e9tico, problemas no parto. Diagnosticar a epilepsia, portanto, nem sempre \u00e9 f\u00e1cil, a n\u00e3o ser naqueles 50% dos casos em que a crise \u00e9 do tipo convuls\u00e3o e de f\u00e1cil reconhecimento. Da\u00ed, a import\u00e2ncia dos cursos de qualifica\u00e7\u00e3o, que devem ser ministrados n\u00e3o s\u00f3 aos profissionais de sa\u00fade, mas a todos aqueles que est\u00e3o em contato constante com grande n\u00famero de pessoas. </span><span><br /> </span><span>O diagn\u00f3stico surge essencialmente da hist\u00f3ria do paciente e da pessoa que presenciou a crise. N\u00e3o h\u00e1 aparelhos ou exames que acusem a epilepsia. \u00c9 a hist\u00f3ria que o portador conta, o testemunho de quem o v\u00ea em crise. Confirmada a s\u00edndrome, investiga-se por que o paciente sofre essas crises.\u00a0 O risco de morte aumenta quando a crise n\u00e3o \u00e9 controlada. A taxa de morte s\u00fabita, que \u00e9 de 1% na popula\u00e7\u00e3o em geral, duplica ou triplica entre as pessoas com epilepsia. Os psic\u00f3logos ainda destacam a propens\u00e3o ao suic\u00eddio. O paciente, quando suas crises n\u00e3o s\u00e3o controladas, come\u00e7a a se fechar e a se esconder. N\u00e3o s\u00f3 pelo constrangimento de sofrer uma crise em p\u00fablico, mas pelo preconceito da sociedade. \u00c9 o que se chama de \u201cestigma percebido\u201d, que diminui a auto-estima. </span><span><br /> </span></div>", "author_name": "", "version": "1.0", "author_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br/author/assessoria.comunicacao", "provider_name": "Portal da C\u00e2mara Municipal de Curitiba", "type": "rich"}