{"provider_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br", "title": "C\u00e2mara Municipal discute cooperativismo popular ", "html": "<div style=\"text-align: justify; \"><span>A C\u00e2mara de Curitiba realizou, nesta quinta feira (30), atrav\u00e9s de proposta da vereadora Roseli Isidoro (PT), o II Semin\u00e1rio Cooperativismo Popular \u0096 uma alternativa de inclus\u00e3o social. O evento trouxe \u00e0 comunidade informa\u00e7\u00f5es sobre pol\u00edticas p\u00fablicas dos governos federal, estadual e municipal, especialmente no que diz respeito \u00e0 economia solid\u00e1ria, microcr\u00e9ditos e resgate da cidadania. Para a organizadora do evento, esta tamb\u00e9m \u00e9 uma oportunidade para estimular a sociedade civil organizada, institui\u00e7\u00f5es governamentais e n\u00e3o governamentais ao debate sobre exclus\u00e3o social e busca de alternativas de trabalho, renda e combate \u00e0 fome. \u0093Queremos propiciar o espa\u00e7o p\u00fablico necess\u00e1rio para que sociedade, interlocutores do poder p\u00fablico e parlamentares possam compartilhar o entendimento dos problemas na busca de solu\u00e7\u00f5es conjuntas\u0094, afirmou.<br />Ademar Bertucci, da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental C\u00e1ritas Brasileira, de Bras\u00edlia, trouxe informa\u00e7\u00f5es sobre o F\u00f3rum Brasileiro de Economia Solid\u00e1ria, que serve de interlocutor com a Secretaria Nacional e trabalha com sete eixos principais: economia solid\u00e1ria, marco legal, cadeias produtivas, tecnologias, educa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o do movimento de economia solid\u00e1ria.<br /><strong>Emprego</strong><br />O delegado regional do Trabalho do Paran\u00e1, Geraldo Serathiuk, defendeu que este n\u00e3o pode ser um movimento somente dos acad\u00eamicos, intelectuais e administradores p\u00fablicos, mas sim dos trabalhadores. \u0093A economia solid\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 economia de pobre, ela prop\u00f5e um novo modelo, no qual os cidad\u00e3os tenham maior participa\u00e7\u00e3o no lucro do seu pr\u00f3prio trabalho\u0094, disse. O delegado trouxe, ainda, alguns dados alarmantes sobre emprego, como a informa\u00e7\u00e3o de que dois milh\u00f5es de trabalhadores do Paran\u00e1 vivem hoje com \u00bc de sal\u00e1rio m\u00ednimo, apenas 35% dos trabalhadores rurais t\u00eam carteira assinada e que o Estado \u00e9 o quarto colocado em \u00edndices de acidentes de trabalho.<br />Roberto Riski, gerente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), empresa p\u00fablica federal que atua h\u00e1 53 anos no Pa\u00eds, falou sobre o Programa de Microcr\u00e9dito (PMC), que nesse ano foi remodelado para ajustar-se ao Programa Nacional de Microcr\u00e9dito Produtivo e Orientado (PNMPO), do governo federal. \u0093O PMC tem o objetivo de reduzir custos, combater a pobreza e lutar contra a desigualdade social\u0094, afirmou. Para Ademar Bertucci, este \u00e9 um ponto fundamental dessa discuss\u00e3o. \u0093O microcr\u00e9dito \u00e9 a ferramenta que torna poss\u00edvel alavancar a economia solid\u00e1ria, mas ele tem que ser acess\u00edvel a todos\u0094, disse o representante da C\u00e1ritas.<br /><strong>Exclu\u00eddos</strong><br />Para Ant\u00f4nia Maria Garcia, da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)/A\u00e7\u00e3o Social do Paran\u00e1, a Igreja e demais institui\u00e7\u00f5es envolvidas devem buscar a organiza\u00e7\u00e3o, ser solid\u00e1rias e estar inteiras no trabalho proposto. \u0093Temos que dar chance aos exclu\u00eddos, aos pobres e aos analfabetos para, assim, resgatar a dignidade do cidad\u00e3o\u0094, defendeu.<br />Ap\u00f3s as explana\u00e7\u00f5es, foi aberto espa\u00e7o para perguntas do p\u00fablico, na sua maioria composto por membros de cooperativas, ongs, organiza\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e alunos e professores do Cons\u00f3rcio da Juventude, programa social de educa\u00e7\u00e3o do governo estadual.<br />No per\u00edodo da tarde, as palestras foram sobre \"Pol\u00edticas p\u00fablicas para a \u00e1rea\", com Sandra Regina Nishimura, da Prefeitura Municipal de Londrina; Fernanda Richa, da Funda\u00e7\u00e3o de A\u00e7\u00e3o Social (FAS); Sandro Lunard Nicoladelli, Coordenadoria de Desenvolvimento, Emprego e Renda da Secretaria do Trabalho, Emprego e Promo\u00e7\u00e3o Social, e Sandra Suely Soares Bergonsi, coordenadora geral da Incubadora Tecnol\u00f3gica de Cooperativas Populares da Universidade Federal do Paran\u00e1.<br /><strong>Abertura</strong><br />A abertura do semin\u00e1rio foi na noite de quarta-feira (29) e contou com a presen\u00e7a dos vereadores Andr\u00e9 Passos (PT), Professora Josete (PT) e Roseli Isidoro (PT), o reitor da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), Carlos Augusto Moreira J\u00fanior; a vice-reitora da UFPR, Maria Tarcisa Bega; o secret\u00e1rio estadual de Ci\u00eancia, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi; a procuradora do Trabalho do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Paran\u00e1, Margaret Matos de Carvalho, e Ana Ghignon, representando Fernanda Richa. Todos destacaram o cooperativismo como uma maneira de fazer a diferen\u00e7a. \u0093Atrav\u00e9s de atitudes como esta vamos conseguir fazer, de maneira solid\u00e1ria, com que aqueles que est\u00e3o \u00e0 margem da sociedade sejam inclu\u00eddos socialmente, sem altos custos\u0094, afirmou o reitor.<br />Para o secret\u00e1rio, esta \u00e9 uma forma igualit\u00e1ria e solid\u00e1ria de trabalhar a inclus\u00e3o social num pa\u00eds que tem muita desigualdade e m\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o de renda. J\u00e1 para a representante do munic\u00edpio, o cooperativismo come\u00e7a assim, integrando \u00f3rg\u00e3os federais, municipais e estaduais. A procuradora do MP completou dizendo que \u0093temos que come\u00e7ar a enxergar o outro como algu\u00e9m que est\u00e1 colaborando e n\u00e3o competindo\u0094.</span></div>\r\n<p>\u00a0</p>", "author_name": "", "version": "1.0", "author_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br/author/assessoria.comunicacao", "provider_name": "Portal da C\u00e2mara Municipal de Curitiba", "type": "rich"}