{"provider_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br", "title": "C\u00e2mara completa 317 anos de dedica\u00e7\u00e3o a Curitiba ", "html": "<div align=\"justify\"><span>Nesta segunda-feira (29), a C\u00e2mara Municipal de Curitiba completa 317 anos de dedica\u00e7\u00e3o a Curitiba. Cada rua, cada pra\u00e7a, cada edifica\u00e7\u00e3o existente na cidade tem em seu fundamento a participa\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara. \u00c9, junto com a igreja, a institui\u00e7\u00e3o mais antiga da cidade. Foi fundada em 1693, com a Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, pelo capit\u00e3o povoador Matheus Leme, a mando da Coroa Portuguesa. A Casa iniciou os primeiros ensaios da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica num per\u00edodo em que ainda n\u00e3o existia prefeitura. A ordem era tornar o cen\u00e1rio o mais urbano poss\u00edvel e formar definitivamente uma cidade que serviria de apoio \u00e0s tropas portuguesas que queriam conquistar o Brasil Meridional, disputado com a Espanha.<br /><br />Em 29 de mar\u00e7o de 1693, tomavam posse como oficiais da C\u00e2mara dois ju\u00edzes, tr\u00eas vereadores, um procurador e um escriv\u00e3o. Foram eleitos a pedido da popula\u00e7\u00e3o, que se reuniu na igreja de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais para pedir ao capit\u00e3o povoador Matheus Leme que fosse institu\u00edda alguma forma de justi\u00e7a na vila para controlar os \u201cdesaforos que nela se faziam\u201d. A partir desta data, a C\u00e2mara recebia a incumb\u00eancia de colonizar a regi\u00e3o.<br /><br />Aos poucos, com as cartas de orienta\u00e7\u00e3o recebidas do Reino de Portugal e posteriormente do Imp\u00e9rio Brasileiro, ia paginando a vila, ordenando as casas no formato urban\u00edstico mais padronizado poss\u00edvel, ditando comportamentos e regras para o bom conv\u00edvio. <br /><br />Um registro de 14 de julho de 1783 revela que a C\u00e2mara exigia dos moradores cuidados que \u201cformozeassem\u201d a Villa de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais em sua paisagem \u201curbana\u201d. Estes cuidados iriam desde manter as casas em ordem a auxiliar na constru\u00e7\u00e3o de estradas e pontes. Era fun\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios moradores constru\u00edrem pontes, estradas, entre outras benfeitorias para a cidade. Eram nomeados pela C\u00e2mara, a mando da Coroa.<br /><br />Aos poucos, foram retirados os animais soltos pelas ruas, como porcos e bois, que reiteradamente tinham o costume de destruir as casas, como revela um registro de 19 de agosto de 1748, quando a C\u00e2mara deliberava sobre animais na vila. Determinava que se exterminasse os porcos ou os enchiqueirasse para que n\u00e3o andassem soltos na vila, causando preju\u00edzos e danos. <br /><br />Dentre os infinitos atos desta Casa, est\u00e3o muitos registros que contam a hist\u00f3ria da cidade. At\u00e9 mesmo a seguran\u00e7a p\u00fablica era da al\u00e7ada dos parlamentares. Em 18 de fevereiro de 1832, as contas referentes \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da Cadeia da cidade eram aprovadas. Em 17 de fevereiro de 1840, vereadores tomavam medidas para cal\u00e7amento da rua \"do Jogo da Bolla\", que \u00e9 a atual Dr. Muricy. Tinha in\u00edcio tamb\u00e9m a restaura\u00e7\u00e3o da Igreja Matriz, uma edifica\u00e7\u00e3o anterior \u00e0 atual Catedral. <br /><br />Em 1842, a Vila \u00e9 elevada \u00e0 categoria de cidade de Curitiba. Em 26 de julho de 1854, a Lei n\u00famero 1, enviada pelo primeiro presidente da prov\u00edncia, Zacarias de G\u00f3es e Vasconcelos, fixava nesta cidade a capital da prov\u00edncia. A briga foi boa. Hist\u00f3rias extra-oficiais relatam que era para ser Paranagu\u00e1, afinal praticamente todas as capitais at\u00e9 ent\u00e3o eram em cidades litor\u00e2neas. Curitiba foi escolhida, apesar da pouca f\u00e9 de que prosperaria longe do mar. Prosperou. Aos poucos, foram-se as carro\u00e7as, os bondes de mula, dando passagem aos bondes el\u00e9tricos, aos carros, biarticulados e Ligeirinhos. <br /><br />Hoje, a C\u00e2mara celebra a san\u00e7\u00e3o da lei n\u00famero 13.425. Em 1948, celebrou a lei n\u00famero 1, ap\u00f3s dez anos de sil\u00eancio, os \u00fanicos em que n\u00e3o atuou, por conta da ditadura de Get\u00falio Vargas. Curiosamente, guarda em seus arquivos outras leis n\u00famero 01, de come\u00e7os e recome\u00e7os de um Brasil mutante. <br /><br />A Curitiba antiga n\u00e3o pode e nem precisa ser esquecida, porque est\u00e1 nos monumentos, nas ruas de pedra, nos pr\u00e9dios antigos, nas pra\u00e7as tantas vezes remodeladas e nos arquivos da C\u00e2mara Municipal.<br /><br /><em>Por Michelle Stival da Rocha</em><br /><br />Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas: As informa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas contidas nesta mat\u00e9ria foram retiradas dos manuscritos existentes na C\u00e2mara; dos Boletins do Archivo Municipal de Curitiba (B.A.M.C.), de Francisco Negr\u00e3o e do livro 300 Anos - C\u00e2mara Municipal de Curitiba 1693-1993. As leis coletadas a partir de 1948 foram pesquisadas no sistema SPL do site da C\u00e2mara.</span></div>", "author_name": "", "version": "1.0", "author_url": "https://www.curitiba.pr.leg.br/author/assessoria.comunicacao", "provider_name": "Portal da C\u00e2mara Municipal de Curitiba", "type": "rich"}